Ele não tem barba!!!
É isso aí, o Mestre Kame não tem barba, a Bulma não tem cabelo verde, o Goku não tem rabo, o Yamcha parece um tio canastrão anos 80, e o Wolverine não usa collant amarelo!
Bem, é um filme escrito pelo Akon, o que vocês esperam? Enfim, preparem-se para o ano que vem, o filme de Evangelion escrito pelo Snoop Dog, em que o Shinji será uma prostituta, e os Eva’s terão Big Butties.
2008.05.29 | 9 comentários
Yeah, I’m Ready to Rock!!!
Na frente do espelho ela prende com força as últimas das inúmeras presilhas no cabelo. Maquiagem pesada em torno dos olhos, meias coloridas cobrindo-lhe as pernas, microssaia quadriculada revelando sua recém-adquirida maturidade hormonal.
Em outro extremo da cidade, ele cuida de amarrar os cadarços de suas botas pretas de cano longo. Joga pra trás os cabelos brilhosos, disclicentemente arrumados na frente, e minuciosamente bagunçados atrás. A despeito de ser um homem, de cursar faculdade de História e trabalhar como operador de telemarketing, ele abusa de acessórios, maquiagem, tiras de couro para todos os lados. Sua sexualidade pouco importa nesse dia. Ele faz isso com outras finalidades.
Chegando apressados na rodoviária, o grupo de amigos não poderia ser mais distinto: a jovem loira veste um avental branco, e uma touca. O rapaz alto e muito magro, não dispensou seu jeans surrado, allstars em pior estado, e camisa preta, com um “X” vermelho em alto-relevo. A garota que vem em seguida é gordinha, de faces rosadas e delicadas. Ruiva, tem metade dos cabelos tingidos de roxo, piercings adornam-lhe pontos específicos do rosto, e um cigarro é equilibrado com precisão entre os dedos de uma das mãos.
Muitos rostos, muitas histórias, muitos propósitos. Todos se fundem em uma massa uniforme e ruidosa de jovens em fila indiana, sob o ameno sol do dia 24 de maio de 2008, ao longo do Centro Cultural Bunkyo, no coração do maior bairro japonês do mundo, a Liberdade, em São Paulo.
Andando apressado para se achar o fim da fila, você dá a volta no quarteirão. Crianças, adolescentes, adultos. Altos, baixos, gordos, magros, coloridos ao extremo, abusando da cor negra, cabelos espetados, raspados, azuis, vermelhos, brancos. Pessoas, diversas em muitas maneiras, mas com características iguais. E um propósito em comum: o histórico show que está para acontecer.
Muita espera, muito dinheiro gasto, boatos fugazes sobre a primeira apresentação realizada no dia anterior, a tensão paira no ar. Risadas histéricas, gritos agudos, correria, fotos, tudo serve para aliviar um pouco o peso do acontecimento. Para aqueles jovens, a noite precisa, tem que ser perfeita.
Os olhares curiosos dos transeuntes não intimidam, servindo apenas de combustível para mais poses, mais flashes, de todas as direções. Quase seis horas, a fila finalmente anda. Um pouco de cada vez, a primeira esquina é vencida, ao longe já se pode vislumbrar a entrada. Homens cabeludos correm de um lado a outro tentando manter a situação sob controle.
Finalmente, após vencer tantos obstáculos, estamos dentro.
Escadas, corredores, gritos. Dobre a esquerda no painel de avisos, desça à direita no extintor de incêncio, siga os sons, não se perca. Entre no auditório, deixe a mágica fluir.
Mais de mil lugares, auditório lotado, organizadores dando os últimos recados. A luz se apaga. Lanternas piscam nas mãos dos espectadores, gritos ecoam pelas paredes, estampidos eletrônicos prenunciam o que está por vir.
Miyavi surge como uma fotografia em 3-D. Está igual ao que vemos na tela do computador, em fotos promocionais, e em cópias online de seus videoclipes. Sua guitarra reverbera pelas espinhas dos que não conseguem manter os pés fixos em um só ponto. Sua entrada é triunfal, e seus Kabuki Boys conseguem chamar ainda maior atenção, em momentos determinados.
“Dormiram bem esta noite?”, ele pergunta, em certa altura do espetáculo, num português, diga-se de passagem, bem melhor que seu inglês. “Sim”, as pessoas próximas gritam, “E você?”, perguntando em seguida. “Nada”, responde Miyavi, faceiro, provocando ataques histéricos de seus fans. A qualquer gesto seu, ao menor sinal de um trejeito feminino, ou galanteador, todos reagem de imediato. Ele tem seu público na mão. Ele já ganhou a noite.
Apesar do efeito magnético de seu carisma, as primeiras músicas não chegam a empolgar tanto. Canções mais recentes talvez, o público não tão familiarizado com elas, não arrancam tanto retorno. Mas a habilidade de Miyavi com seus instrumentos de trabalho triunfam sobre qualquer adversidade. A segunda metade traz surpresas. Somos apresentados aos demais Kabuki Boys, brindados com um show de música eletrônica comandado pelo Dj da trupe, que precede o retorno de Miyavi, para canções agora mais conhecidas entre os jovens.
O que sentia-se falta então aconteceu. O coro da platéia acompanhou perfeitamente cada palavra, cada melodia, cada acorde maluco e desencontrado, que funcionava magistralmente no conjunto da equação. Ao final, o truque batido, utilizado por onze entre dez cantores: Miyavi se despede de forma rápida e brusca, as luzes se acendem, e todos clamam por seu nome. Efeitos sonoros, suspense, protestos indignados. E ele ressurge para o palco, com uma camisa da seleção brasileira. Faz um discurso politicamente correto, agradecendo o apoio de todos, e encerra com “Are you ready to Rock” a tão esperada canção da noite.
Miyavi no palco significou liberdade. Não a mesma considerada pelos colonizadores japoneses, ao denominarem o bairro, mas a liberdade de barreiras sociais que tolhem aqueles jovens que lotaram o Centro Bunkyo. Alguns por medo de enfrentar a vida como ela é, outros por um anarquismo contido e inato, todos com aquele fogo interno consumindo-os por dentro. Seja isso, vista-se assim, fale desta forma. Vivemos em uma sociedade organizada, pelo funcionamento do todo, devemos fazer concessões.
Muitas, porém, não são tão agradáveis, e um artista como esse representa o sonho contido de todo ser humano: ele pode ser o que quiser, vestir-se como quiser, cantar e falar o que lhe der na veneta. Ele conquistou esse patamar, e inconscientemente inspira todos aqueles que estavam lá, a seus pés, gritando e pulando sem ao menos entenderem totalmente a razão.
Alguns sentiram falta de “Señor, señora, señorita”, ou “Girls, be Ambitious”, além de outros hits mais conhecidos e aclamados. Mas todos saíram satisfeitos com o que viram.
Os cabelos já não estão tão arrumados, as tiras soltam a cada passo, a maquiagem escorre pelos olhos. Cada um estava ali por uma razão, e cada um absorveu de sua maneira. Mas a única certeza é que o J-rock no Brasil cresce cada vez mais, e esse evento só comprova a afirmação.
2008.05.26 | 14 comentários
Ops! Só um minuto, tenho que vestir a minha moto!

Não, esse não é o novo Kamen Raider!

Essa é a Yamaha “Deus Ex Machina”!
Um novo conceito de motocicleta, desenhado para funcionar como extensão do corpo humano.
O nome curioso é uma expressão latina consagrada, que significa “Deus surgido da Máquina”.


Eu preciso ver isso se mechendo, mas, assim, agora, tá?
Mas o YouTube ainda não conhece essa maravilha!
2008.05.24 | 12 comentários
Gackt em Hollywood

Gackt fará sua estréia em Hollywood como parceiro de Josh Hartnett no filme “Bunraku”, com estréia prevista para 2009. O diretor Guy Moshe descobriu o artista através de sua participação na novela da NHK, “Fuurinkazan” e pessoalmente o convidou para participar do seu filme de ação, que se passará num futuro próximo.
Além do cantor e Josh Hartnett, fazem parte do elenco Ron Perlman, protagonista em “Hellboy”, e Demi Moore, que dispensa qualquer comentário.
Sobre o “plot” do filme: Um andarilho misterioso (Josh Hartnett) e um ardente jovem guerreiro japonês, Yoshi (Gackt), chegam a uma cidade aterrorizada por ultrajantes criminosos. O andarilho e o guerreiro carregam consigo seus objetivos particulares, e são guiados pela sabedoria do Bartender (Woody Harrelson) ao Horseless Horseman Saloon. Ambos se unem para acabar com o reinado de corrupção exercido por Nicola (Ron Perlman), um cruel e exímio lenhador, e sua dama Alexandra (Demi Moore), uma “femme fatale” com um passado obscuro.
Trata-se de um conto clássico, que será revitalizado e montado de forma inusitada, através de um contexto visual inteiramente novo, situado num mundo único que vai mesclar uma realidade desordenada e fantasia obscura. Um lugar onde a paisagem pode traí-lo. Lugar onde os heróis triunfam, justamente, por transformarem e transcenderem o tempo e o espaço.
Gackt no telão? Assim… jamais perderei!
2008.05.23 | 4 comentários
Podcasts da semana
Bem, pessoal, como vocês perceberam, essa semana não teve reviews, e infelizmente também não vai ter Mark I. Mas ok, ele apenas será transferido para semana que vem, já que houveram alguns imprevistos, um deles com a saúde do nosso companheiro Darko (Melhoras Darkooo!!!), problemas técnicos de minha parte, e coisas assim. Essas coisas acontecem, e aos poucos vamos tentando ajustar novas mudanças e aprimoramentos no site, para que fique cada vez melhor para todos, e para nós também né. Portanto, esperem algumas novidades, algumas sutis, outras nem tanto, durante as semanas vindouras.
Por hora, fica prometido um reviews muito especial do Show do Miyavi, no ar semana que vem, e também o Mark I. Temos um Mark II, o primeiro, no forno, para muito em breve, então aguardem, e não comam seus dedos.
E por falar em show do Miyavi, não sei se todos já viram o recadinho que ele deixou para os brazucas.
Enfim, todos na expectativa. Por hora é só, e fiquem ligados nas atualizações e novidades! Até mais!!!
2008.05.21 | 6 comentários
Eu também quero!!!
Nessa semana, o tribunal de Kagoshima, no Japão, fez nossa querida Bandai cerca de 26 milhões de yens, aproximadamente 250 mil dólares, a uma família cujo filho sofrera danos cerebrais ao se engasgar com um brinquedo produzido pela companhia.
Os pais e advogados, na realidade, pediam por mais de um milhão de dólares, mas não conseguiram chegar tão longe. O tal brinquedo, é disponibilizado em máquinas “Gashapon” de uma linha da Bandai chamada “Petit Pon Collection”. Você insere dinheiro, e tem a chance de ganhar até três dessas belezinhas de uma vez. São pequenas action figures inspiradas em animes, e são envoltas por uma esfera de plástico. Aí é que mora o perigo.
Nosso pequeno bebê cheio da grana ganhou um desses brinquedinhos, e engasgou com a esfera de plástico. Os médicos extrairam, mas o tempo em que ficou sem oxigênio lhe causou os tais danos. A Bandai, mesmo declarando que o tamanho da esfera está de acordo com os padrões legais exigidos pelos órgãos de regulamentação japoneses, ainda assim perdeu a briga. Não que 250 mil dólares seja lá grande coisa pra eles.
Nada disso realmente importa, na verdade. O que interessa, é que o mundo das indenizações me fascina desde sempre. Você se submete a um rápido e quase indolor momento de desconforto, para em poucos meses gozar de uma ótima graninha inesperada, fazer uma viagem, investir na bolsa, doar pros mosquitos do papo azul sul-africanos, que estão em extinção… a coisa é consumir muito. Ir em muitos restaurantes, comprar muita coisa industrializada, muitos brinquedos pequenos, com pequeninas peças, enfim, cavar um acidente a todo e qualquer custo. Por exemplo, a pouco tempo algumas pessoas lanchando em uam padaria encontraram um pequeno camundongo dentro de uma garrafa de coca-cola. Estão mortos? Claro, de felicidade, em uma praia qualquer longe do Brasil, provavelmente com mais dinheiro em suas contas do que eu ganharia em vinte anos!!!
Uma asinha de barata já ajudava!!!
2008.05.21 | 5 comentários
Mais Live Actions
Speed Racer não conseguiu ultrapassar o Homem de Ferro, mesmo com toda a potência de seu Mach 5, o que não significa nada; seu estilo controverso não foi feito para as grandes massas, que certamente demorarão para dar valor à tão magnífica obra prima. Longe de ser um fracasso, tampouco explodiu nas bilheterias, como seus produtores esperariam, mas ainda assim as adaptações de animes para a telona seguem a todo vapor.
Apesar de nunca chegarem por aqui através de meios legais, e de quase sempre serem baseadas em produções mais desconhecidas por nós, as adaptações japonesas esão ficando cada vez mais caras e mais frequentes.
Está acontecendo agorinha uma feira, em Cannes, a Marché du Film, maior expositora de filmes do mundo, onde estúdios de toda a parte exibem seus lançamentos para distribuidoras estrangeiras. E pelo menos 5 filmes baseados em anime estão lá, nas prateleiras, doidinhos para ganhar o mundo.
Entre eles, a primeira parte da trilogia sobre o cultuado “20th Century Boys”, mangá ainda publicado, e que tem o próprio autor envolvido na produção. Custando, os três, 60 milhões de dólares, é bastante para os padrões orientais.
Outro filme é uma adaptação de um mangá dos anos setenta, cujo remake atualmente é exibido no japão. Chama-se Yatterman, e tem um visual bem bizarrrão. Não saiu nenhuma imagem por hora, mas já está produzindo muitos comentários. A película é protagonizada pelo cantor Sho Sakurai, do grupo Arashi, e tá levando 20 milhões de dólares dos cofrinhos dos produtores japas.
Bem, ainda que disponíveis para venda, sabemos que só assistiremos essas adaptações oficialmente se os gringos comprarem, e dificilmente as veremos no cinema. De qualquer forma, a curiosidade é grande. E, a notícia já está meio antiga, mas só pra aproveitar o clima, aí vão mais duas imagens de Dragon Ball, Goku e bulma revelados.
E ele tem 4 gominhos no cabelo, não eram três? Estão sendo fiéis até demais, parem de reclamar!!!
2008.05.17 | 11 comentários
A mão na roda chamada Baka-Updates!
Desde muito tempo, no Reviews, venho utilizando o Baka-Updates Manga pra guiar os ouvintes até os mangás, mas alguns não parecem ter entendido muito bem como a coisa funciona, então irei fazer um tutorial bem rapidinho.
Acessando a página da série, que normalmente é o tipo de link que coloco aqui (como esse), você pode ver várias coisas: descrição, gênero, nome do autor, nome da revista onde é publicado, uma imagem, quantos volumes já saíram no Japão e, o que realmente importa, os grupos que estão fazendo scanlation e os últimos releases.
É bem simples, só é um pouco trabalhoso. Vá em “Latest Release(s)”, logo abaixo de onde eles são listados, e clique em “Search for all releases of this series”. Logo você terá uma lista de todos os lançamentos daquele mangá, com o volume (Vol), capítulo (Chp), o grupo que traduziu (Groups) e, possivelmente, um link direto para download (DL). No Baka-Updates Manga é bem difícil você ter um link direto, mas caso tenha um DL em prente ao release, clique lá e veja se tem algum link para rapidshare e afins, ou para algum forum que te leve a eles.
Mas e se não tiver DL? Simples (porém trabalhoso, novamente lembrando)! Clique sobre o nome do grupo do release que deseja, e você chegará a página do grupo. Lá você tem a frequência com que ele lança algo, com quantas séries trabalha, quantos releases já fez, que gêneros costuma traduzir mais e até uma lista com todos os últimos releases do grupo, mas o que realmente importa são os campos “IRC”, “Website” e “Forum URL”. Por esses links vocês podem chegar (aí por conta própria) até o release desejado. Não, não é instântaneo chegar a um release, mas o que vocês queriam? Se querem fácil, comprem na banca!
Tio Darko, ferrou! O grupo que traduziu o mangá que eu quero não tem site, canal no mirc e muito menos forum!
É meu amigo, isso complica um pouco as coisas, mas calma. Você ainda tem algumas opções. Uma é usar o Santo Google, munido do nome da série, número do capítulo e nome do grupo scanlator. A outra é recorrer ao Lurk, um canal no mirc que tem praticamente TUDO de mangá que você pode imaginar catalogado em xdcc bots. Não vou ensinar a baixar do mirc, pra isso já tem zilhões de tutoriais por aí, é só procurar, mas o canal se chama #lurk e fica no server irc.irchighway.net. Ah, ele só é acessível pra pessoas com nick registrado, se você não tiver, o próprio Lurk te ensina como ter.
Tá, e os animes, é essa complicação toda também?
Não! Os animes é só ir no link que dou do Baka-Updates (como esse), clicar no DL e VOILÁ! Você tem em mãos o arquivo torrent, agora é só baixar com o seu client (novamente, se não sabe usar torrent, não vou ensinar, tem zilhões de tutoriais por aí, o Google serve pra isso).
2008.05.14 | 3 comentários



















