Indústria brasileira de animes+vídeos nonsense

Postado em 21/08/08 na categoria Cultura, por

ANDEI demorando novamente pra postar, mas até que as pageviews diárias estão dentro da média, o que vocês vêm fazer aqui, exatamente? Ficam dando “F5″, esperando alguma atualização, assim como fazem com seu scrapbook no Orkut, horas a fio, durante o dia todo? Get a life, já pensaram em fazer algum trabalho social nesse tempo livre, como dar de comer aos gatos na rua, ou se fingir de crianças em salas de bate-papo por idade para caçar pedófilos? Anyway, estou brincando, continuem acessando, eu tentarei diminuir o delay entre os posts, bem como o número de pedantes expressões em inglês entre as frases. E prometo isso com o gás de um herói de mangá shonen, com direito a veia saltando na têmpora e fogo atrás. Bem atrás, não no rabo, ou algo assim.

De todo modo, estava eu ouvindo um podcast sobre anime, gravado por norte-americanos. Você pode baixar aqui, se quiser, e fingir que entende alguma coisa do que eles dizem. Eu posso perder bastante coisa, mas um pouco eu consegui absorver e refletir. Numa das edições eles comentam sobre uma grande convenção que rolou por lá, e sobre os painéis das principais distribuidoras.

A propriedade que eles têm para falar dos mais novos lançamentos é invejável, e a gama de assuntos que eles podem abordar também. Lá as convenções não vivem de exibições de fansubbers, como aqui, ou comércio informal. Existe toda uma indústria oficial ligada ao entretenimento japonês, seja no ramo dos animes como nos mangás.

Censuras à parte, o fato é que existem essas três grandes distribuidoras de mangá em solo americano, a saber, Viz Media, Tokyopop, e uma parte da Dark Horse. E essas três colocam toneladas de títulos nas bancas, inclusive uma versão da Shonen Jump. O mercado de dvd’s também cresce, embora muitos reclamem do preço de algumas séries e das formas truncadas e desordenadas com que algumas são lançadas.

Confusões mercadológicas à parte, nota-se que por lá, e em alguns países da Europa, a industria do J-pop tem uma base bem mais sólida do que o nosso lado do continente. O motivo disso é bem abstrato, e dá margem para muitas teorias, mas o que sabemos com certeza, é que o público daqui é tão grande quanto o de lá. E sabemos também que nossa cultura de pirataria e downloads não é necessariamente maior. De todo modo, a indústria editorial, bem como o mercado de Dvd’s por lá é bem mais forte, o poder aquisitivo é maior, mas ainda assim, não posso deixar de pensar que deve faltar uma certa ousadia por parte das distribuidoras nacionais.

A maioria dos animes, por exemplo, que chegam oficialmente nas lojas, são grandes conhecidos do público, já previamente consagrados em outras mídias, como Naruto, e Saint Seya. Talvez as vendas desses títulos não sejam exorbitantes, e por isso mesmo as distribuidoras sejam cautelosas com relação a expandir esse nicho. Porém, as vendas moderadas não são resultado somente da fragilidade desse mercado. Esses lançamentos geralmente chegam nas lojas com anos de atraso, metade do público alvo já baixava na internet, enquanto diretores engravatados discutiam sobre a viabilidade do projeto. Posso correr o risco de analisar a situação sob um ponto de vista excessivamente simplista aqui, mas se ao menos as distribuidoras disponibilizassem para venda títulos menos conhecidos, alguns raros, aproveitasse a imensa indústria que é a de anime no Japão, certamente mais pessoas comprariam os boxes.

Por mais que seja um “downloader” compulsivo, o Otaku em questão não pode baixar tudo o que existe. Nem tudo está facilmente disponível, seu HD não é eterno, nem sua banda de internet. Com mais variedade nas prateleiras e preços acessíveis, ele compraria pelo menos um dos títulos por aí. E, quem sabe um dia, nossas convenções de anime serão palco de lançamentos oficiais, e sairemos da informalidade.

ESSA mocinha se chama Nakagawa Shoko, ela é o que se chama “Tarento”, traduzindo livremente para o porrtuguês seria algo como “pau pra toda obra”, ou “alpinista artística”. A menina dubla, atua, canta, vende avon, rouba jóias, e tudo o mais que a projete para o estrelato. Filha de uma celebridade japa dos anos 80, ela prova toda sua excentricidade com seus lindos cadáveres de inseto enfeitando o cabelo.

Em seguida, se você não estiver comendo, logicamente, veja esse incrível talento demonstrando seus gostos capilares em um programa de Tv. Seja poser como eu, assista 10 min de Tv japonesa sem de fato entender nada, mas se sentindo o máximo com isso.

NOS SERIADOS japoneses, todo dia um monstro está destruindo Tókyo, provavelmente os impostos por lá devem ser caríssimos, haja dinheiro público para reparar milhões em danos urbanos toda a semana, há mais de meio século. Porém, na vida real os monstros que surgem por lá são bem menores, mais ágeis, e ligeiramente mais cômicos. E nada de bibas fantasiadas aqui, apenas histeria e policiais sem nada melhor pra fazer.

JÁ QUE estou no clima de vídeos, aí vai um. Sem explicação pra esse, eu também não entendi porra nenhuma.

http://www.youtube.com/watch?v=mG4vhzgAHLg

FIQUEI um tempo atrás sem celular, e todos realmente estavam tão transtornados com isso. Não conseguiam me achar, eles diziam, e eu sempre falei, que uns anos atrás ninguém tinha telefone, e todos se encontravam assim mesmo. O mundo andava, mas as pessoas criam novas necessidade e se atrelam a elas. Pois bem, se na época em que estava sem celular eu tivesse visto esse vídeo, eu teria um forte argumento. Agora, se me permitem, enquanto assistem eu vou buscar o sal.

Isso não quer dizer, entretanto, que o Jcast aprova celulares ligados no cinema.

  • Seu Creyson says:

    Esse do celular fazer pipoca é mentira. No programa da Eliana(acho) saiu uns caras tentando fazer isso e num deu certo. Talvez seja q funcione ´so com tijolão, eu ainda vou testar

  • Yeah... says:

    Eu vi em algum lugar que do cel é fake e só o povo da eliana acreditou uhsahusa fazer o que ne? Cade o resto do povo do Jcast? Laivindil já disse que te amo hoje? XD Obrigado por manter o jcast vivo o

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