Mulheres no Shonen/Seinen – Parte 1

Postado em 08/12/08 na categoria Mangá, por Darkonix

Todos sabem que 99,9999999% dos mangakás de shonen e seinen são do sexo masculino, mas poucos conhecem esse 0,0000001% de mulheres. Eu mesmo as desconhecia mas, depois de algumas revelações e várias pesquisas, resolvi começar essa série de post apresentando essas que, se não são todas, pelo menos são as mais famosas mangakás de shonen e seinen.

Vale lembrar que shonen, seinen, shojo e cia são termos editoriais para separar os títulos de uma editora por público alvo, o que significa que a maioria dos títulos compartilhará algumas características. Mas isso não é unânime, e nada impede que muitos mangás que o público ocidental nunca consideraria shonen, por ter uma temática pesada ou algo assim, saiam em uma revista para esse público. Mas isso é assunto para o próximo Mark I, vamos para as nossas garotas!

Akira Amano

Deve ter sido a única mangaká mulher da Jump que comecei a ler seu mangá já sabendo disso. Hoje com 35 aninhos, começou sua carreira em revistas seinen onde, reza a lenda, começaram a surgir os primeiros esboços de seu futuro sucesso, Reborn!. Logo teve um oneshot de sua obra publicado na Jump nos meados de 2003, que foi serializado em 2004 devido ao enorme sucesso, estando em publicação até hoje e muitas vezes figurando no Top 5 da revista. Gosto muito do traço dela, tem uma personalidade bem peculiar que mescla muito do traço clássico do shonen e do shojo, além dessa tendência à capa-de-revista-de-moda, compartilhada também pelo nosso amigo bicha designer Kubo Tite.

Ayato Sasakura

Vários, senão a maioria (pelo menos há um tempo atrás), dos animes são baseados em mangás. Mas, algumas vezes, títulos originais feitos em formato anime ganham uma adaptação posterior em mangá. Isso normalmente ocorre com os títulos mais “otaku”, e muitas vezes têm uma desenhista mulher, por possuírem um traço mais delicado. Esse é o caso de Shakugan no Shana. Ayato Sasakura começou como uma autora de doujins, no kojin circle Imitation Genome. Sasakura fez vários títulos loli (sim, isso também me surpreendeu, mas parece que as mulheres que trabalham com doujin ero são mais comuns do que imaginamos) para as revistas Hikan Kan e Hika Kan Hi!. Em 2005, foi chamada para fazer a adaptação para mangá de Shakugan no Shana, por ter um traço que se encaixava muito com a obra. Seus desenhos são bastante limpos, correspondendo a esse padrão de light novel.

Clamp

É o Clamp, dispensa apresentações. As garotas começaram com o shojo e ainda é seu principal foco, mas nos últimos tempos têm feitos tentativas muito bem sucedidas com shonens como Tsubasa, Angelic Layer e Kobato e seinens, como Chobits e xxxHolic. É um ótimo exemplo do que falei sobre um mangá shonen não precisar ter todas aquelas características clássicas, o Clamp faz tentativas em outras classificações, mas sempre carrega muito da sua origem shojo, tanto na narrativa quanto no traço.

Yuhki Kamatani

Essa foi mais uma surpresa, apesar de eu não entender muito bem porque me surpreendi. Nabari no Ou é um mangá de ninjas, só que todos os personagens são absurdamente bishonen, e existem várias piadinhas referentes a yaoi aqui e ali. A autora, obviamente, é uma mulher: Yuhki Kamatani, de 25 anos. Seus mangás preferidos são Naruto e Ninja Scroll (não me diga…), e sua obra ganhou uma adaptação em anime esse ano, uma duas temporadas atrás. Não posso falar muito sobre Nabari no Ou, pois apenas li o primeiro capítulo do mangá e vi o primeiro episódio do anime, mas a impressão que fica é que é uma espécie de Naruto com fortes traços de Shonen-ai.

Asa Higuchi

Asa Higuchi tem 38 anos, é formada em psicologia, com especialização em psicologia esportiva. E sim, ela é uma mangaká. Começou na carreira em 98, após mandar o oneshot Yuku Tokoro para um concurso da revista Afternoon, e recebeu um enorme destaque pelas relações únicas e bem trabalhadas entre seus personagens. Seu mangá atual se chama Okiku Furikabutte, de baseball, onde ela se baseia em muitas de suas experiências do colegial, onde participava de um clube de softball, e da faculdade. Conheci pesquisando pra fazer esse post, e tenho que admitir que me interessei muito, principalmente por ela ser formada em psicologia. Okiku Furikabutte ganhou o Prêmio Osamu Tezuka de 2006 por melhor trabalho criativo, e o Prêmio Kodansha de melhor mangá de 2007.

Enfim, é isso. É possível perceber que todas elas possuem influências visivelmente shojo, mas conseguem mesclar isso muito bem com o estilo shonen e seinen. Enfim, logo logo, Deus-sabe-quando eu volto, com mais 5 meninas que fazem mangás para meninos!

  • O bom do Shonen é que se pode acressentar Shoujo, ja o shoujo é meio travado naquele tema, acho normal que mulheres se interessem por Shonen…!

  • Sofia says:

    Yey
    CLAMP!!

  • Lucano Lobo says:

    Cara… Clamp eh Clamp, tipo, jah virou um género de mangá. vc veh Code Geass, akilo eh uma mistura de mecha com shonen e uma pitada (muito pequena) de shoujo…

  • Baruel says:

    Code Geass não é só o Character Design que é do Clamp?

  • Lina says:

    Cadê a Rumiko Takahashi?

  • oioioiioi says:

    Não só Rumiko Takahashi como Katsura Hoshino e Hiromu Arakawa estão faltando aí. Que issso gnt!!!!

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