Café com Gundam #37

Download

Episódio 37 – テキサスの攻防 – Duelo em Texas

Após a batalha de Solomon, a Base Branca se aproxima da colônia de Texas, abandonada após ter sido irremediavelmente danificada por um ataque de Zeon. Seus desertos serão palcos de um derradeiro combate que há muito foi adiado: Base Branca contra as forças de M’Quve.

Café com Gundam é o seu cereal matinal feito de titânio de Luna, o blend perfeito da brisa da manhã e o cheiro de pólvora nos campos de batalha do Ano de Guerra. Toda semana, Darko assiste um episódio enquanto toma um chazinho e comenta suas impressões enquanto novato na franquia que revolucionou a ficção científica no Japão. Voe, Gundam!

Café com Gundam #36

Download

Episódio 36 – 恐怖!機動ビグ·ザム – Horror! Big Zam avança

A Federação está ganhando a batalha em Salomon, fazendo com que Dozle Zabi use sua última cartada: Big Zam, uma armadura móvel com um poderio bélico incomparável. Enquanto isso, um controverso romance se concretiza na Base Branca.

Café com Gundam é o seu cereal matinal feito de titânio de Luna, o blend perfeito da brisa da manhã e o cheiro de pólvora nos campos de batalha do Ano de Guerra. Toda semana, Darko assiste um episódio enquanto toma um chazinho e comenta suas impressões enquanto novato na franquia que revolucionou a ficção científica no Japão. Voe, Gundam!

Café com Gundam #35

Download

Episódio 35 – ソロモン攻略戦 – Batalha por Solomon

A Federação está preparando um grande ataque à fortaleza de Solomon, e a Base Branca participará da investida. Para isso ela conta com um grande trunfo: as habilidades de Amuro, cada vez mais surpreendentes, de uma forma que seus amigos começam a perceber que talvez não seja natural.

Café com Gundam é o seu cereal matinal feito de titânio de Luna, o blend perfeito da brisa da manhã e o cheiro de pólvora nos campos de batalha do Ano de Guerra. Toda semana, Darko assiste um episódio enquanto toma um chazinho e comenta suas impressões enquanto novato na franquia que revolucionou a ficção científica no Japão. Voe, Gundam!

JCast #211 – Temporada de Primavera 2019

Download

00:03:45 Ultraman
00:19:27 Fruits Basket
00:36:10 Carole & Tuesday
00:48:35 Fairy Gone
00:57:45 Sarazanmai
01:14:27 Robihachi

APOIE O NOSSO APOIA.SE COM O SEU APOIO PFVR: https://apoia.se/theknurdproject

Certa vez as amigas assistiam a filmes de terror pertencentes a uma coleção selecionada com esmero por um caprichoso e pretensioso curador, certo estudante de cinema que contratara os serviços de limpeza de Gabriela graças à generosa fama que já a precedia; elas deveriam limpar cuidadosamente os estojos que alojavam os BluRays e DVD’s e tornar a depositá-los em seus respectivos vãos nas estantes que cobriam todos os cantos do apartamento. A opressiva e claustrofóbica sensação que emanava do recinto indicava claramente que seu morador não deveria se dar ao luxo de ignorar a praticidade dos armazenamentos online, no entanto ele jamais se sentiria verdadeiramente proprietário de um filme se este existisse em um ambiente virtual remoto, podendo desparecer a qualquer momento por conta de inúmeros fatores, talvez alguns ainda nem inventados. Ele amava seus preciosos discos, e as garotas amavam assistir a eles nas horas em que deveriam estar limpando-os.

– Já notou, – não parava de tagarelar Valéria, que não conseguia focar em nenhum vídeo superior a dez minutos de duração, o que a fazia fiel seguidora de dezenas de youtubers, a maioria canais sobre teorias da conspiração que se utilizavam apenas de um slideshow de imagens em baixa resolução e a narração robótica e infelizmente cômica da voz do Google – Que as pessoas nunca reagem como a gente reagiria se visse mesmo um fantasma ou alguma coisa sobrenatural na nossa frente? Eles tipo assim… sei lá, aceitam muito fácil. Tipo, dá um grito e tals, mas depois já tá acostumada com a situação, pesquisando uns livros, batendo na porta do exorcista cético e desiludido com o exorcismo…

– Sim, mas daí ele vê que dessa vez é pra valer e passa a acreditar de novo…

– Sua fé é testada.

– E no fim, geralmente, o que a gente acha que pode ter uma conclusão racional, não tem. Porque fica a dúvida né? Isso é real ou não? Tipo essa mulher do filme, ela ou tá possuída ou a mãe dela tá certa e ela só tá doida. Mas isso é idiota porque a gente sabe que ela tá possuída mesmo, é mais legal que seja um demônio.

– Ou a mãe é o demônio.

– O demônio do gaslighting.

E quando Valéria não estava dividindo sua atenção entre o filme e o celular, conseguindo ler notícias sobre celebridades e comentar clichês cinematográficos ao mesmo tempo, ela encarava sonhadora um vaso verde entalhado com runas carnavalescas que denunciavam sua verdadeira origem: o cenário de alguma produção barata da faculdade de cinema de seu dono; mas Valéria parecia acreditar nas propriedades místicas do vaso, não por influência do número de filmes de terror que assistíamos ou demais antiguidades bizarras que decoravam o apartamento, mas por causa do maldito Nero. Pedante como sempre, olhara o vaso certa vez em que estivera presente na sessão de filmes, e assim que se aproximou da peça reagiu de forma grandiloquente tapando a boca com as mãos em concha, tomado por tremores e arqueando o corpo enquanto tropeçava para trás, provocando inicialmente riso em Gabriela, que tornara a ficar séria assim que não encontrou cumplicidade no rosto verdadeiramente chocado e preocupado de Valéria, que correu para acudir seu amigo.

– Esse vaso vocês nunca podem pegar. Ele é justamente anti-roubo, armadilha pra ladrão. Ladrão que rouba ladrão… O pó que tem dentro dele serve pra equilibrar a balança do universo, tá ligado? Você perde tudo o que você tomou pra si. Esse vaso é o justiceiro original. – dissera Nero claramente inventando na hora qualquer coisa que fizesse Valéria babar.

Gabriela pensou em como pessoas reagiam a absurdos assim nos filmes e deduziu que mesmo as reações mais falsas poderiam muito bem acontecer na vida real; pois Nero dera sua explicação naquele tom assombrado e melodramático com que usaria com crianças de noite em torno de uma fogueira e ainda assim Valéria dava a cada palavra o benefício da dúvida, tratando-as com respeitosa atenção.

– Esse cara é um colecionador! – apontava Gabriela, exasperada, indicando os cantos do apartamento com os braços – Ele tem váááárias tranqueiras de filme de terror! Essa é só uma tranqueira, gente. De onde você tirou essa história, mano?

– Isso aqui – alertou Nero, estranhamente mais sério e sem aquele ar bobo, agora que se dirigia diretamente a Gabriela, o que lhe causou certo desconforto – Não é tranqueira de filme. Essa peça é de verdade, eu já vi ela antes. Já aconteceu com um mano meu. Essa aqui vocês não pegam.

E naquele momento tudo o que Gabriela mais queria além de viagens pela Europa e contas bancárias ilícitas contendo saudáveis quantias de dinheiro que forneceriam conforto e despreocupação para ela e seus pais, era possuir o maldito vaso mal assombrado que poderia por tudo isso a perder. Mas ela não estava num filme.

Aquilo era a vida real. Roubar aquele vaso é o que pessoas reais fariam. A sensação não seria tão difícil de superar, aquela dorzinha no coração que dá quando você ignora um TOC ou resolve ligar o foda-se e passar embaixo da escada; Ela iria uma última vez ao apartamento, dessa vez sozinha; ela daria um jeito de roubar o vaso, mesmo que esse não estivesse na sua lista de itens “roubáveis”: era muito grande e relevante para a casa e aquele poderia ser o furto que as colocaria na prisão.

Na sua tentativa boba de bancar o guru e ver Valéria salivar, Nero causara o que deveria evitar… Gabriela queria fazer aquilo apenas para contrariá-lo e agora que Gabriela via-se diante de um dilema aparentemente sobrenatural, se perguntava como deveria agir. Como pessoas reais agiriam ao esquematizar o roubo de um objeto aparentemente amaldiçoado? Qual sensação dominaria seus corpos ao ver um celular desaparecer em pleno ar?

Gabriela ainda não processara totalmente o que sentia, mas um instinto primitivo tomou controle e ela apenas procurou em volta pelo vaso amaldiçoado que roubara por rebeldia, que mantivera escondido até Valéria terminar com Nero e parar de acreditar em seus disparates holísticos, conseguindo desde então exibi-lo com orgulho na mesa da sala. (ela criara uma réplica do vaso, substituíra o original e “acidentalmente” deixara-o cair durante a limpeza, reduzindo-o a cacos impossivelmente minúsculos que desafiavam as leis da física. Aparentemente o dono acreditou, ou pelo menos fingiu acreditar, feliz como estava em se ver livre do objeto que de fato fora conseguido no acervo da faculdade.)

Porém na mesa apenas o a poeira onde antes estivera o vaso; O entorno onde o vaso era exibido estava polvilhado com punhados da terra que o preenchia. E, logo atrás, o quadro de um sol pintado à mão com dedicatória, feito sob encomenda para uma de suas clientes numa viagem a Salvador, e que agora estava pendurado em cima de um pinguim de biscuit, o que para Valéria era uma piada muito engraçada, simplesmente desaparecia da vista, deixando também na parede nua o quadrado poeirento de sua memória.

O pinguim se foi logo depois e Gabriela fez o que pessoas reais fazem ao se deparar com o sobrenatural: desmaiou batendo forte a cabeça no chão, queda que deveria ter sido amenizada por aquele felpudo tapete tigrado comprado com o dinheiro do candelabro roubado, mas que infelizmente já havia desaparecido do chão minutos antes sem que a garota tivesse percebido.