JCast #187

Participantes: Darkonix e Laivindil


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A madrugada açoita nossas almas com um chicote cujas farpas que se projetam de suas grossas tiras de couro são constituídas de beterraba e decisões ruins. Mas temos que ser como o bambu que enverga mas não expulsa as formigas que andam pelo seu corpo. Olhe pra lua no céu, respire os pequenos fractais de esperança que sempre descem em poderosas lufadas cada vez que o Divino as sopra de seu cachimbo multicolorido com tonalidades engraçadas, abstratas e rancorosas. E faça esse texto logo pois já são três da manhã e você precisa acordar antes das nove. Banco, dança de salão, academia, uns dois episódios de alguma coisa, lavar o cabelo, Blade Runner sessão das 21hrs.

Antes de fugir dessa introdução pretensiosa e correr pra ouvir nosso tão aguardado retorno ao JCast e no mais que do que tão aguardado retorno aos Kamen Riders, peço encarecidamente que deem biscoito pra os seguintes avisos:

  • Kamen Rider Ex-Aid. Sim, você acertou, tem a ver com Hospital.
  • Ex-Aid é o primeiro Rider rosa.
  • Decade era salmão. SALMÃO.
  • Os que tem o uniforme mais afrontoso costumam também ter a melhor história.
  • Eu jogaria alguns dos jogos principais mostrados na série.
  • A gente também falou do Rider anterior, Ghost, e parece que foi ontem.
  • A gravação se perdeu no éter, o que é apropriado.
  • Médicos cubanos? Deportem todos!
  • De acordo com Ex-Aid os mais éticos e competentes médicos estão no Japão.
  • E não atrapalha que seus cabelos sejam sempre estilosos e impecáveis.
  • Ainda existem médicos cubanos no Brasil? Eu estou usando corretamente esse clichê?
  • Os médicos japoneses darão a vida por você, até mesmo quando estiverem ocupados tentando ressuscitar a namorada que sucumbiu a um vírus contraído pelo video game.
  • Aliás, MELHOR VÍRUS.
  • Esse review tem uma parte spoiler free (no sentido original do termo) e uma totalmente spoiler free (no sentido JCast do termo).
  • Tô revendo Madoka Magica e tô muito chocado. Como é bom, Jesus.
  • SOMOSTODOSMAM.
  • Escolham seu ship favorito em um dos Kamen Riders com mais queerbaiting da história.
  • Vai ter japonês de dread SIM! Principalmente se forem dourados.
  • Melhor música tema desde Gaim.
  • Emails serão bem vindos em alojcast@gmail.com.

JCast #186

Participantes: Darkonix e Laivindil


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Sabe o que acontece quando dois caras brancos se juntam na frente de um microfone? Eles discutem se determinado anime é mesmo feminista ou não. Claro! O que mais nossos maiores feministos que você respeita poderiam fazer? Descubra se uma mulher nua é empoderamento ou objetificação e chegue a conclusão nenhuma, afinal, são dois… caras… falando sobre isso. Ahem. Spoilers, me desculpem. Kill La Kill é mais do que esse ponto, embora esse seja o melhor para inspirar essa introdução engraçadinha. Sabe o que mais é engraçadinho? O nome Crusher Joe. Fiquem tranquilos, o nome é meio ridículo mas o resto é bem sério. Sci Fi de primeira, direto dos anos 80. Muita ação e muito sangue no olho nesse episódio do Jcast, então prepare seu coração, diminuia seu colesterol e atente para certos avisos antes de partir nessa grande odisséia.

  • Kill la Kill é uma promessa antiga
  • Crusher Joe é antigo mas não é uma promessa
  • Esses títulos não foram feitos para todos
  • Saibam abraçar o absurdo
  • Quando mais bizarra a premissa, mais a gente gosta
  • Falta de Vitamina D é um problema maior do que você pensa
  • No mundo de 2016, o público torce contra a Ryuko e depois que ela perde ele grita: “chora esquerdinha KKKKKKKK”
  • Joe Crushes
  • Kill is Killed by Kill
  • Existem muitas camadas em KLK: escolha a sua favorita
  • O apresentador canastrão do The Apprentice é o presidente dos Estados Unidos da América
  • I mean, really
  • A gente agora pode pagar mico uns três anos seguidos, ganhamos crédito
  • Poderia ser um fun fact se ele fosse só uma estrela da TV catapultada ao maior cargo do mundo, mas ele calha de ser um merda do caralho e muita gente tá vivendo aterrorizada
  • Fascismo é um dos temas de KlK
  • Pensaram que falar do Trump era só um rant aleatório?
  • Crusher Joe deveria ganhar uma adaptação Hollywoodiana
  • Não rolaria polêmica de whitewashing já que são todos aliens
  • No máximo earthwashing
  • Já viram o trailer de Vigilante do Amanhã?
  • Nada? Claro, é porque esse é o nome nacional de Ghost in the Shell
  • Enquanto isso Full Metal Alchemist sofre de Yellowwashing
  • Não dá pra reclamar disso, DIFFERENT ISSUES, PEOPLE
  • Ame dobradinhas no JCast, dois pelo preço de um, sendo que um já era de graça mesmo

JCast #185

Participantes: Darkonix e Laivindil


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Hoje iremos fazer uma viagem no Túnel do Tempo, não só por causa da idade dos animes discutidos, mas também pela idade dos áudios. Bons tempos aqueles… Ana Maria Braga reinava nas tardes da Record, Didi Mocó fazia piada racista no horário nobre, a Esperança vencia o Medo nas urnas, você ainda não tinha se viciado em maconha e achava que não precisava estudar muito já que jamais precisaria de Física quando fosse um artista bem sucedido em, no máximo, dois anos, porque preciso terminar de maratonar Smallville primeiro. E Dexter.
Mas divago… embarque conosco nesse festival de nostalgia e memória emocional duramente editada. Mas antes, conceda instantes de atenção para os seguintes avisos.

  • Angel’s Egg não é hentai.
  • Muito menos Bobby’s in Deep.
  • Não, po, é sério
  • Afffff quanta maturidade, hein
  • Um dia o Japão investiu em curta cult
  • Nos anos 80 quanto mais obscuro e fadado ao esquecimento seu projeto fosse, mais você conseguia fundos para animá-lo.
  • Uma grande bolha
  • Assista a esses dois títulos tomando chá
  • E as Olimpíadas, menina!
  • Sim, eu sou otaco, eu to falando do encerramento
  • Nos informem inbox se esses animes valem a pena, faz muito tempo e realmente não conseguimos lembrar nem do plot básico.
  • Darkonix cortou todas as piadas datadas e infames
  • Não éramos desconstruídes
  • Isso não era even a thing
  • Então percam as esperanças, esse não será um experimento comparável a assistir a uma atriz ser molestada ao vivo em um talk show nos anos 70
    Estreou Allstars 2
  • Todes torcendo pra Alaska
  • Alaska paga pra você morar lá
  • Deve ter o pulo do gato mas eu não li a matéria toda
  • Você pode ver a Rússia do Alaska
  • Viciado em Years & Years
  • Esses animes são lindos
  • Compartilhem com os abeguenhos
  • A Globo mandou avisar que o Mario é muito querido pelas crianças de todo o mundo

JCast #184

Participantes: Darkonix, Fuu e Van Pompilio (YuffieNeko)


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Eita friozinho bom né? Que friozinho? Exatamente! Não durou muito, nesse momento o calor tá forte e em grande parte por causa do retorno de Digimon Tri. Deveria ser Tetra at this point, mas teoricamente ainda é a mesma série. Vamos destrinchar essa nova leva de episódios juntamente com Darkonix, Fuu e Van Pompilio.
Opa, opa, opa! Desculpa, vou ter que interrompê-lo rapidamente, já que antes de dar o play e/ou digivolver você precisa se recordar de importantes pontos.

  • Angélica não canta o tema de Digimon Tri
  • Nem Eliana.
  • Laivindil não viu Digimon Tri pois pretende rever as duas primeiras temporadas antes.
  • Até parece que isso vai acontecer.
  • Tenho um amigo que passou a infância brincando com um Togemon pensando se tratar de um cactus antropomórfico genérico.
  • Alguém lembra de Monster Rancher?
  • Fácil lembrar, só tinha uns dois designs com mil variações.
  • A revista Herói era totalmente parcial a Pokémon.
  • Lembro até hoje de uma análise comparativa tendenciosa que faria a Veja ficar com inveja.
  • Pokémons evoluem quando estão preparados psicologicamente e blá, e digimons evoluem quando precisam dar porrada. As palavras não eram essas, mas seguia esse raciocínio.
  • Hola Unblocker parou de funcionar na Netflix.
  • Isso não prejudica apenas minha maratona de 30 Rock.
  • Tem Digimon 1 e 2 lá, ainda que apenas dublado em Inglês.
  • Se alguém tiver algum outro método, please let us know.
  • Digimons são digitais e são campeões.
  • Sempre será melhor que Pokémon.

JCast #183

Participantes: Darkonix e Laivindil


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Seus olhos não se enganaram, nós estamos de fato fazendo um preview da mais recente temporada de animes. Antes, porém, de se deliciar com essa profunda e catártica análise do que há de melhor e pior e mais ou menos e bom se não fosse o excesso de calcinhas da animação japonesa, atente para certos lembretes.

  • Ainda é um preview se você não viu nenhum título então não venha dizer que as séries já estão acabando.
  • Mesmo se já está vendo alguns dos títulos, ouça nossas impressões, deixa de ser escroto.
  • Não importa quantos títulos empolgantes existam, nunca estaremos tão animados assim.
  • A razão disso é simples, nenhum deles é a terceira temporada de Suzumiya Haruhi.
  • Já existem oficialmente mais waifus do que otakus solteiros disponíveis.
  • Você pode ser poli com sua waifu? Is that a thing?
  • Nós falamos Kiznaiver, ainda que no desenho eles pronunciem KiznaÍver. 
  • Teach me how to dougie, teach teach me how to dougie
  • Essa temporada de primavera tá super ok
  • Tem pra todos os gostos
  • Até pra gostos que você não sabia que tinha
  • Communism will win
  • Muitos títulos bons pra continuar acompanhando, o dia agora está consideravelmente menor.
  • Animação japonesa ainda é a melhor do mundo.
  • Só ela pode te fornecer uma sincera amizade entre uma divindade urso e sua sacerdotisa melhor amiga infantil que evolui para bestialidade antes de ficar fofo de novo.
  • Animes com conotações sexuais infantis são matéria prima pra piada fácil, mas seria injusto reduzir a isso.
  • Eu reduzo por não ser comediante e sempre usar o que rende a piada mais fácil.
  • Tem sci fi, fantasia, mecha, motos, navios de guerra e uma garota fofa associada a cada um desses elementos.
  • Viu?
  • Você pode acompanhar só os curtas.
  • Espero que curtam esse JCast feito com muito esmero e se não curtirem não se manifestem pois gravamos de madrugada e até agora estamos com sono atrasado.
  • Pela internet ilimitada, eu voto SIM

JCast #182

Participantes: Darkonix e Laivindil


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Ninnin-game! Fiquem atentos durante todo o episódio, pois ao final você terá que responder quantas vezes a cor vermelha apareceu. E por cor vermelha eu digo a do alarme que acende a cada vez que o Laivindil gagueja, ou que o Darko fangirla a Momoninja.

  • Após assistir a Ninninger você vai querer começar todas as palavras com “Ninnin”
  • O episódio piloto é puro deleite e inovação tecnológica
  • Liguem pro Michael Bay, ele ainda não sabe que um robô pode pilotar outro
  • No design confuso de ferro retorcido de Transformers isso seria something else
  • Acaba de estrear Rupaul’s season 8 e eu torço pela Kim Chi e Dax Exclamationpoint
  • Ambas são nerds, cosplayers and represent girl
  • Os uniformes de Ninninger são lindos e história meh
  • Os uniformes de Toqger são feiosos e a história thumbs up
  • Zyuohger possui uniformes meio termo e só Deus sabe o quê vai acontecer
  • Não tenho toc com padrões, necessariamente
  • Meus problemas são com espelhos e gavetas
  • Usem a hashtag #desafiofotolatras no Instagram e participem
  • Bitches be like: pior sentai em anos
  • Exagero, Jcast sempre vê o lado positivo em tudo
  • Assista aos poucos e se permita a diversão

JCast #181

Participantes: Darkonix e Laivindil


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Start your engines, pois o JCast voltou. Com vocês alguns pontos de extrema importância a serem considerados durante sua sessão auditiva.

  • Nós do JCast somos gênios do Marketing.
  • Escolhemos para marcar nosso retorno um tema com o qual 90% dos ouvintes simplesmente não se importam.
  • Kamen Rider Drive, como o nome já diz, é um Rider.
  • Mas ele não tem uma moto, ele tem um carro.
  • Não tem Kamen Rider no Netflix.
  • Existem pessoas que ganham dinheiro assistindo a filmes no Netflix.
  • Nós não ganhamos dinheiro pra assistir a Kamen Rider, gravar um review a respeito e nos autodepreciar.
  • Possuímos uma conta de e-mail, mandem feedback.
  • Pelo menos isso, já que dinheiro vocês não tem.
  • Não abrimos um Patreon por medo de flop.
  • Roidmude é o nome de Kaijin mais legal de todos.
  • Parece palavrão. “Eu to Roidmude de ódio”
  • O protagonista de Drive não e metrossexual.
  • All you need is drive.
  • Essa série não fez propaganda de carros, pois crianças não dirigem de verdade.

JCast #180

Participantes: Darkonix, Fuu e Van Pompilio (YuffieNeko)


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É tetra! Na verdade é tri. Com vocês algumas coisas que devem ser lembradas antes que comecem a escutar esse mais novo JCasto.

  • Digimon Tri tem menos frames por segundo do que um mangá.
  • Toei anda amando capitalizar na nostalgia.
  • Com poucos frames e desenhos fora do molde.
  • Nem todos os participantes fixos do Jcast estão presentes nesse episódio.
  • Tem algumas garotas, ao que parece.
  • Digimon Tri não tem nenhuma nova informação sobre o ship Tai x Matt.
  • Tem sim.
  • É difícil você chamar os personagens por seus nomes originais japoneses.
  • Não chega a Sailor Moon ou Rayearth levels mas ainda assim.
  • Ramon é um nome próprio e não um digimon baseado em um deus egípcio.
  • Tem El Clon na Netflix americana.
  • El Clon é a versão hispânica da novela mais famosa de Gloria Perez, Barriga de Aluguel.
  • Just kidding.
  • Os backgrounds de Digimon Tri são lindos.
  • Ninguém sabe, mas a versão hispânica de Breaking Bad também está disponível no Netflix.
  • Esse podcast não é patrocinado pelo Netflix.
  • Nem por ninguém.
  • Sério, será que um Patreon daria certo?
  • Eu votei na Dilma.
  • Digimon Tri não contém Angélica.
  • Rolava tesão no Angemon.

Comentado no podcast

YuffieNeko no Twitch.tv
Aparições do Ryo Akiyama ao longo da série
Ryo Akiyama no Projeto Digimon Adventure
Grupo de tradução do Digimon World Re:Digitize

JCast #179

Review: Hoshi wo Ou Kodomo
Review: Colorful

Participantes: Darkonix, Laivindil e Yohan

Ah, o Jcast. É tão gostoso aqui, não? Respira fundo, sente essa familiaridade. Sem rants interminaveis e verborrágicos de nove horas. Sem opiniões. Back to basics. Dois integrantes, dois animes, comentários acerca desses animes. Vamos fingir que o Knurd Report não aconteceu. Até ele acontecer de novo, sinto muito. Enquanto durar, no entanto, sinta o aconchego. Massas fritas que são doces são perturbadoras, não acham? Como algo frito e gorduroso pode ao mesmo tempo ser doce? Quem decidiu isso? Quem abriu e estudou o paladar humano para descobrir que algo mergulhado em óleo poderia também ser banhado em açucar e se transformar em um doce pesado e com fator de culpa multiplicado por 1000, e, assim sendo, entrar na lista dos favoritos da humanidade? Que tipo de alquimia é essa? E não se trata de churros, somente. O Sonho é a situação mais alarmante, pois você nem realiza que aquilo é frito até assistir ao preparo de um deles em um episódio do Note e Anote, durante uma preguiçosa tarde pós-colégio. Quando o cozinheiro convidado por uma mais jovem e enluvada Ana Maria Braga mergulha a massa numa poça de óleo fervente seu queixo cai em completo choque e desde então você não consegue mais comer sonhos com a mesma paz de espírito. Obrigado, Note e Anote, por prejudicar gerações viciando-as em anedotas e no Art Popular, arruinando o confortável e necessário mistério por trás de certas receitas e fazendo-as considerar o absurdo que é tomar cartilagem de tubarão em cápsulas. Sabe o pacote “coração partido”? É quando você se envolve com alguém sabendo que vai terminar em merda e se confronta com duas escolhas: ou deixa pra lá pois você é mais você, ou curte enquanto durar, sem profundos envolvimentos. Daí você escolhe a segunda opção e quando a merda dá errado você sofre assim mesmo. Isso é o pacote que todo mundo quer muito viver pois crescemos assistindo a novelas e comédias-românticas e precisamos muito não só viver o amor mas também sofrer pelo seu fim. Então declaramos que: parem de confundir luxúria com amor: ambos são pecados capitais, mas um deles é um sentimento horrível que prejudica seu pensamento lógico e te faz cometer atrocidades apenas para satisfazer seus órgãos genitais. E o outro é a luxúria, que nem é tão ruim quanto, mas pode criar problemas na sua escola dominical. E último conselho: quando falarem para você dissolver uma colher de chá de creatina em um copo cheio d’água gelada, faça isso ao pé da letra. Jogar a colher de creatina na boca e beber água do gargalo por cima não faz o mesmo efeito.

(00:01:20-00:25:18) Review: Hoshi wo Ou Kodomo

Nesse verão, a lenda vive. Dos mesmos criadores da versão periódica do JCast, da versão periódica e listener-friendly do Knurd Report, da versão de-vez-em-nunca do JCast e da versão dedo-do-meio-proverbial-estupro-sonoro do Knurd Report, vem aí o Jcast-de-vez-em-nunca-desatualizado-pra-caralho. Sim, na ânsia de bater nosso próprio recorde de insanidade descontrolada, falamos sobre Hoshi wo Ou Kodomo, o então novíssimo filme do Makoto Shinkai. Esse mesmo, o cara egocêntrico que gosta de nuvens. Ele lançou um filme depois desse, então perdoem essa parte. Venha descobrir com a gente se Hoshi wo Ou Kodomo é apenas um lindo filme ou se também faz um bom trabalho narrativo, se os temas são bem explorados e se as nuvens merecem uma categoria própria na premiação japonesa equivalente ao oscar.

(00:26:14-00:59:40) Review: Colorful

Mantendo a consistência do nefasto tema, analisamos nesse bloco a singela e introspectiva obra-prima Colorful. Um estudo sobre a morte, suas implicações e o que significa ter uma segunda chance. Ou algo assim. Faz muito tempo que gravamos isso e não dá nem pra lembrar se o filme é bom ou ruim. Mas fiquem tranquilos, isso é o JCast: A obra pode ser um espetáculo sensorial ou uma falha miserável, mas nós sempre encontramos coisas interessantes pra dizer a respeito.

Comunidade no VK: http://vk.com/theknurdproject
Email: alojcast@gmail.com

Músicas nesse programa:
Tenmon e Akifumi Tada – Opening
Anri Kumaki – Hello Goodbye & Hello
Kow Otani – Touhikou!
Kow Otani – Tadaima. Sayonara Shita Sekai

JCast #178

Review: Uchouten Kazoku

Participantes: Darkonix, Laivindil e Yohan

Calorzinho infernal. Já começo falando do clima porque faz muito tempo que não nos vemos (ou que vocês não nos ouvem) e precisamos quebrar o gelo de alguma forma. Não que haja algum gelo a ser quebrado nesse calorzinho infernal. Noruega é um ótimo país, não só por oferecer frio a seus habitantes, mas porque está digitalizando toda a sua biblioteca nacional para que portadores de IPs noruegueses possam acessá-la livremente. Eu nunca ouvi falar dessa doença, mas deve ser alguma que prejudica o intelecto, para pedir tal tratamento. Outro país frio muito bom para seus moradores é a Finlândia. Ela nos deu The Rasmus. E Deus viu que isso era bom. Pelo menos na fase “penas de corvo no cabelo”, enquanto o Lauri era jovem. Antes ele era loiro e genérico e depois ele ficou velho e patético. Aquela fase do meio… bang on. Sabia que apenas indianos e australianos usam essa expressão pra passar a idéia de “na mosca”? Eu os vi utilizando ambos os termos em reality shows desses países e jamais vi nenhum americano falar isso. Estados Unidos da América também oferecem frio a sua população e também maconha. Casamento gay também pode, desde que seja com casais do mesmo sexo. Brasil é um país em desenvolvimento. Aqui não temos frio ainda, nem boas bandas de metal nórdico, nem bibliotecas digitais, boa maconha orgânica e casamento gay*. Você até pode enfeitar muito a igreja e deixá-la “bem gay”, sabe, usando o termo “gay” pra elogiar e/ou criticar ou simplesmente descrever uma situação que seja muito exagerada. Pessoas fazem isso bastante. Desde que se encerraram as gravações do Com fome, Com sono e Sem Escrúpulos ninguém mais acompanha política, já que era a forma mais divertida de fazê-lo e se algo não é divertido não vale a pena ser feito. Mas eu sei que a Dilma ainda é presidente e que ela gosta que a chamem de presidenta, ainda que minha amiga gerente do Bob’s odeie que a chamem de gerenta. Eu não tenho uma amiga gerente, mas achei essa uma boa gag e quis adicioná-la assim mesmo. Eu também não curto muito pessoas que lutam muito por diferentes lados políticos, já que todos os lados sempre possuem argumentos muito bons e eu fico com inveja dos que conseguem se decidir por um deles com tanta facilidade. O Brasil tá sempre ruim, nesse ponto todos os lados concordam. Tá tudo sempre uma merda e a educação nunca é boa e os hospitais também. E sempre faz tanto calor… essa é a única constante em nosso país. Isso e música sertaneja. Faz tanto tempo que gravamos essa edição que provavelmente nossos dados e comentários já se encontram datados ou incorretos. Assim sendo, segue abaixo uma lista de coisas que ainda não haviam acontecido quando gravamos o podcast e portanto devem ser ignoradas quando mencionadas fora desse contexto.

– Morte do Michael Jackson
– Duck Dynasty
– Queda da Cortina de Ferro
– Mc Ludmilla
– Esqueceram de Mim 4
– Victor Von Doom genderswapped
– Lei do Passe-Livre
– Legitimação do Partido Pirata
– Beijo Hétero na novela
– Foo Fighters
– Finale de Breaking Bad
– Garoto Bombril
– Viral do Tennant cantando “I’m Gonna Be (500 Miles)”
– Haters da Dilma

(00:01:01-01:11:15) Review: Uchouten Kazoku

Um dos melhores animes de sua temporada, nos ensina de forma bizarra alguns valores meio estranhos. Por isso mesmo é tão interessante. Folclore japonês não é necessariamente mais legal do que o brasileiro, mas eles certamente produzem melhor entretenimento derivado. Temos aqui Tengu (não confundir com Tenga), Tanuki e seres humanos terrivelmente desprezíveis. Eu poderia falar da propaganda vegan que acontece nas entrelinhas e só não elaboro em cima disso porque provavelmente não existe nenhuma propaganda vegan nas entrelinhas. Esse desenho consegue extrair muitas emoções do telespectador e nessa análise nós tentamos enumerar as suas qualidades, seus (poucos) defeitos e tentamos entender suas perturbadoras mensagens. Esta introdução está terrível, já que passa a idéia de que é um anime lavador de cérebros da Happy Science, mas te garanto que não é. Eu me tornei membro da seita, coincidentemente uns dias após ter assistido o último episódio, mas esses fatos não estão relacionados. Uchoten Kazoku tem comédia, voluntária e involuntária, tem drama de cortar o coração e momentos WTF pra temperar. Anime perfeito para as degeneradas mentes por trás deste podcast. Eu sei que se auto-elogiar ou auto-denegrir é modinha, mas hey, já está feito. Esse texto está saindo atrasado e nem tudo pode ser tão original assim. Vivam com isso.

*Esse último tem sim, e a não ser que você tenha vindo atrás desse asterisco na hora que o leu lá em cima, nem vai lembrar do que eu tô falando.

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Músicas nesse programa:
milktub – Uchouten Jinsei
fhána – Qué Será, Será

JCast #177

Review: Pokémon X e Y

Participantes: Darkonix e Fuu

E se eu contasse pra vocês que às vezes o JCast atrasa por causa do texto? É engraçado, porque isso aqui é um podcast, não devia depender tanto disso. Mas a quantidade de texto que temos em nosso post é uma prova que o JCast é uma entidade viva. Nós não planejamos isso. Simplesmente aconteceu e passou a ser uma necessidade. Um texto do JCast não pode ser curto, não pode ser sem graça, e é por isso que, sempre que alguém vai escrevê-lo, é como se entrassemos em contato com uma divindade – ele sai quando quer, como quer. Por isso demorei pra escrever esse aqui, fazia tempo que não me ligava ao espírito do JCast, a psicografia não saía. Olhava pra caixa do WordPress e nada. Nunca sei terminar um texto.

(00:01:26-01:22:28) Review: Pokémon X e Y

O Mundo Pokémon é cheio de mistérios. Comecemos pela sua geografia: as regiões são baseadas em lugares do mundo real, mas seguem a mesma lógica? Unova está realmente do outro lado do mundo em comparação a Johto, Kanto, Sinnoh e Hoenn? E os pokémon, sempre viram seus amigos quando entram na pokébola? Aparentemente não, e você ainda precisa conquistá-lo, provando seu valor. Pokémon são como samurais tsundere, mesmo depois de aceitarem te servir, continuarão fazendo um doce. “Eu não fiz isso porque te amo, só estava com vontade de socar a cara daquele Tyranitar!”, diz o Hitmonchan enrubescido. Aí você dá um bolinho pra ele. E faz carinho em sua cabeça. E em seu ombro. A tentação é grande, e aos poucos sua stylus vai descendo pelo abdomen definido de seu campeão, seu lutador favorito. Ele vira o rosto para o lado, como quem aceita suas carícias, mas não quer admitir. É, talvez o vínculo afetivo adicionado ao jogo pelo Poké-Amie às vezes cause umas idéias um pouco impróprias.

Links no post:
Doujin do Green e seu falecido Eevee (desafio qualquer um a ler sem chorar)

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Músicas nesse programa:
Rica Matsumoto – Best Wishes!
Aki Okui – Kokoro no Fanfare

JCast #176

Review: Free!

Participantes: Darkonix, Dri Sweetpepper e Fuu

Quem diria que sairia um JCast de raiz mesmo com o Darko jogando Pokémon X o dia todo, hein? Na onda de milagres, talvez o próximo seja um programa de Feedback. Algum ouvinte ainda lembra deles? Nosso email ainda está lá: alojcast@gmail.com. Ele está tão triste e solitário quanto todos nós. Escrevam pra gente, mandem suas opiniões, sugestões, desenhos, contos, roteiros. Recebemos arquivos de áudio também. Infelizmente não dá pra prometer que algo vá ao ar, mas vai ser legal! Totalmente legal! Talvez o menos ilegal que já fomos por aqui.

(00:01:42-01:00:59) Review: Free!

“A água está viva. Mesmo se tocar gentilmente a superfície da água, o que mais gentil na superfície da água um fraco ondular pode ser notado, ele aguarda ansiosamente por sua presa. Então, assim que você se joga nela de qualquer jeito, repentinamente ela te ataca, com suas presas à mostra. Enroscando seu corpo, tomando a liberdade de seus pés e mãos. Quanto mais você luta contra, com mais força ela te envolve, logo você irá exaurir toda sua força. Porém, se você não lutar contra ela e mergulhar com o corpo preparado a água gentilmente se acalma. Abrindo uma fenda ao perfurar a superfície da água com as pontas dos dedos preparadas, seu corpo lentamente desliza para dentro. Seus braços, sua cabeça, seu peito, sua barriga e então seus pés. Ao invés de rejeitar a água, você a aceita. Ao invés de recusá-la, vocês reconhecem a existência um do outro, de forma recíproca. O mais importante é sentir a água. Sentir em seu coração. Então, confiar no que você sentiu. Acreditar em você mesmo.”

Retirado do capítulo 1 de High Speed!

Links no post:
Ótimo meta sobre o Haruka
Entrevista com Hiroko Utsumi e Futoshi Nishiya Parte 1 Parte 2

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Músicas nesse programa:
Oldcodex – Rage On
Style Five – Splash Free

JCast #175

Papers: Lendas Urbanas

Participantes: Darkonix e Laivindil

Eis que as nuvens se abrem e ao som de trombetas o Jcast se manifesta novamente. E todos gozam em júbilo. Mulheres gozam mais, homens esperam um pouco. Dizem que Lésbicas possuem as melhores relações sexuais ever, pois podem transar teoricamente pra sempre. Um clímax se sucede ao outro num loop sexual infinito. Se todos nós buscamos prazer e se a natureza é sábia, então o mundo passaria a ser povoado apenas por lésbicas. Todas elas se proporcionando prazer e se reproduzindo espermaless. Eu descrevi um ótimo futuro distópico aqui, poderia ser um anime moe, um novo filme do Terrence Malick ou um clipe da Lady Gaga. Qualquer um desses funcionaria pra mim, o que eu preciso é de uma oportunidade. Oportunidades estão cada vez mais raras nesse mundo. Não é nem pelos 20 centavos, é pelo fim do sistema de popularidade tosco que estraga as bandas pop japonesas. Você é fã da banda por causa de dois ou três integrantes. E o maldito empresário resolve que agora esses três ficarão em segundo plano, só fazendo carão. Eles também precisam de uma chance pra brilhar. E são tão mais originais que os coreanos. Coreanos e seus malditos fãs brasileiros que acham que podem ser Ulzzang. Existe toda uma arte por trás da duck face coreana, você não pode imitar com seus traços brasileiros pesados, pele oleosa e espinhenta, além de contas a pagar no fim do mês. Tenho medo dessa geração, quando chegar na fase de revisitar suas vergonhas alheias passadas. Mind you, eu tenho algumas fotos toscas no orkut. Mas hoje em dia as redes sociais e os telefones com câmera transformaram os jovens em narcisistas sem noção, que pensam ter alguma opinião sobre alguma coisa. Isso pode dar uma boa tese de mestrado. Ou um filme do Terrence Malick, ou um clipe da Lady Gaga. E por falar em Gaga, eu queria que as lésbicas dominassem o mundo. E que a Dilma saísse logo do armário.

(00:01:17-01:29:03) Papers: Lendas Urbanas

Lenda Urbana é o melhor filme do mundo, depois de Pânico. Era de ouro do terror adolescente de assassinos mascarados cuja identidade era revelada no final para a surpresa de todos. E digo que esse filme mereceria um remake japonês usando apenas as lendas mencionadas por nós nesse bloco. Camisolas sujas, cabelos negros, muita lição de moral pra deixar os japinhas com medo de ir na esquina. O que é odd, considerando que nós sempre nos espantamos com o desprendimento que japoneses têm pelos seus filhos, Yotsuba que o diga. Ou talvez isso explique tudo: eles não fazem merda por medo de algum espírito maldoso e self-righteous. Anyway, aqui veremos de tudo um pouco, a saber, bonecas cabeludas, comerciais amaldiçoados e alguma coisa envolvendo calcinhas. Eu acho, quase certeza. Impossível não mencionar calcinhas. Prepare-se para se assustar e fascinar com as tórridas e bizarras lendas urbanas japonesas.

Links no post:
OIE
Briga de Teke Teke
Quadrinhos coreanos assustadores
Kleenex do capeta

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Músicas nesse programa:
Kinniku Shoujo Tai – Odoru Akachan Ningen
Kinniku Shoujo Tai – Norman Bates ’09

JCast #174

Preview: Temporada de Inverno 2013

Participantes: Darkonix e Laivindil

Cá estamos nós em 2013, ainda achando que a “década passada” são os anos 90. Vai demorar pra fixar o conceito de que os anos 2000 se foram e já estamos 3 anos dentro da década seguinte. O mundo não para e o JCast entra oficialmente na crise de meia idade. Somos bipolares e não vemos mais o brilho das coisas simples da vida. Cinismo disfarçado de maturidade. Ainda bem que com um novo dia, vêm novas esperanças. Você pode mudar tudo o que não te agrada. Desde que se tenha dinheiro. See what i did there? Fui bipolar e ilustrei bem nosso JCast em crise. O ano começa sem muitos mistérios. Já sabemos quem é a Gossip Girl, por exemplo. Ninguém se importa com o final de Revolution. Quem somos e o que o viemos fazer aqui jamais será respondido, a vida foi escrita por Damon Lindelof. (Piada preconceituosa que não faz parte das crenças internas deste que vos escreve, mas eu precisava da punchline. Meus sentimentos estão com vocês, redatores do Zorra Total) Ainda assim podemos comemorar. Doctor Who está voltando. Barack Obama ganhou a eleição. Silas Malafaia não morreu, mas ele só não é mais irrelevante que o Tiririca. O mundo não acabou, e… olha, aí está um conceito bipolar. Como saber se o não término da criação material foi benéfico ou não? Depende do ponto de vista. Você pode dizer que não faz sentido o Dan ser a Gossip Girl, já que ele foi vítima direta desta durante muito tempo, além de ter descoberto coisas sobre pessoas queridas através do blog, ou pode encara-lo como o mais fascinante exemplo de esquizofrenia já retratado na tv. Depende de você. Alô Alô, Graças a Deus. Mudar o ponto de vista pode ser cansativo. Você vai querer desistir. Então nem comece.

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JCast #173

Review: 20-mensou ni onegai
Review: Clamp School Detectives
Review: Clamp School Defenders Duklyon
Participantes: Darkonix e Dri Sweetpepper

A única coisa que importa hoje é um lindo, esguio e charmoso japonês como cara de ocidental, exalando sua bicuriosidade e envolvendo o coração de todos. Isso não é mais uma de minhas muitas críticas ao superficialismo das interações humanas, mas sim um resumo estereotipado e preconceituoso dos homens criados por CLAMP, representação que pode ser simplista mas não muito distante da realidade. Eu poderia estar roubando, poderia estar matando, poderia estar me esforçando pra falar sobre essas tiazinhas mas ao invés disso serei mais prático e irei direto ao ponto. Aqui vai uma ótima seleção de curtas gays para vocês queridas fujoshis.

Primeiro temos Leo Dicaprio em sua melhor fase beijando o Lupin. Depois temos o prostituto nervosinho que faz amizade com o filho de seu cliente. Só amizade. Temos ainda o garoto que sai pra passear com sua amiga e o pai dela. Digamos que ele queria ter ido só com o pai dela. Não é só amizade nesse caso. Devo fazer mais indiretas, ou posso parar enquanto estou sutil? Quem sabe um curta brasileiro, muitos deles são bons, esse pessoal sabe fazer direitinho. Ou então incesto: CLAMP adora incesto.

Cansei. Fiquem com essa lista do IMDB e sejam felizes. Depois me respondam se vocês de fato se masturbam enquanto imaginam os casais homos de CLAMP fazendo coisinhas. Não respondam isso. Acho masturbação feminina algo muito perturbador. Ainda mais depois que a Octomom gravou um vídeo disso. Acho uma alternativa válida para mulheres que querem entrar na indústria pornô, mas não querem ter que transar com ninguém. I get it. Só não sou o público alvo. Eu preciso ver pessoas interagindo. Não que eu queira ver a Octomom interagir com outros caras, tampouco com seu marido ou suas 300 crianças. Nas sábias palavras de Arthur Rimbaud (representado acima por Leo DiCaprio em sua melhor fase beijando o Lupin) :

“On n’est pas sérieux, quand on a dix-sept ans.
– Un beau soir, foin des bocks et de la limonade,
Des cafés tapageurs aux lustres éclatants !
– On va sous les tilleuls verts de la promenade.”

Ou seja, faz todo o sentido agora. Masturbação é ruim, sexo é bom, poesia é coisa de desocupados e CLAMP possui alguns notáveis trabalhos no campo da arte sequêncial. Falamos sobre alguns deles em seguida.
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