JCast #179

Review: Hoshi wo Ou Kodomo
Review: Colorful

Participantes: Darkonix, Laivindil e Yohan

Ah, o Jcast. É tão gostoso aqui, não? Respira fundo, sente essa familiaridade. Sem rants interminaveis e verborrágicos de nove horas. Sem opiniões. Back to basics. Dois integrantes, dois animes, comentários acerca desses animes. Vamos fingir que o Knurd Report não aconteceu. Até ele acontecer de novo, sinto muito. Enquanto durar, no entanto, sinta o aconchego. Massas fritas que são doces são perturbadoras, não acham? Como algo frito e gorduroso pode ao mesmo tempo ser doce? Quem decidiu isso? Quem abriu e estudou o paladar humano para descobrir que algo mergulhado em óleo poderia também ser banhado em açucar e se transformar em um doce pesado e com fator de culpa multiplicado por 1000, e, assim sendo, entrar na lista dos favoritos da humanidade? Que tipo de alquimia é essa? E não se trata de churros, somente. O Sonho é a situação mais alarmante, pois você nem realiza que aquilo é frito até assistir ao preparo de um deles em um episódio do Note e Anote, durante uma preguiçosa tarde pós-colégio. Quando o cozinheiro convidado por uma mais jovem e enluvada Ana Maria Braga mergulha a massa numa poça de óleo fervente seu queixo cai em completo choque e desde então você não consegue mais comer sonhos com a mesma paz de espírito. Obrigado, Note e Anote, por prejudicar gerações viciando-as em anedotas e no Art Popular, arruinando o confortável e necessário mistério por trás de certas receitas e fazendo-as considerar o absurdo que é tomar cartilagem de tubarão em cápsulas. Sabe o pacote “coração partido”? É quando você se envolve com alguém sabendo que vai terminar em merda e se confronta com duas escolhas: ou deixa pra lá pois você é mais você, ou curte enquanto durar, sem profundos envolvimentos. Daí você escolhe a segunda opção e quando a merda dá errado você sofre assim mesmo. Isso é o pacote que todo mundo quer muito viver pois crescemos assistindo a novelas e comédias-românticas e precisamos muito não só viver o amor mas também sofrer pelo seu fim. Então declaramos que: parem de confundir luxúria com amor: ambos são pecados capitais, mas um deles é um sentimento horrível que prejudica seu pensamento lógico e te faz cometer atrocidades apenas para satisfazer seus órgãos genitais. E o outro é a luxúria, que nem é tão ruim quanto, mas pode criar problemas na sua escola dominical. E último conselho: quando falarem para você dissolver uma colher de chá de creatina em um copo cheio d’água gelada, faça isso ao pé da letra. Jogar a colher de creatina na boca e beber água do gargalo por cima não faz o mesmo efeito.

(00:01:20-00:25:18) Review: Hoshi wo Ou Kodomo

Nesse verão, a lenda vive. Dos mesmos criadores da versão periódica do JCast, da versão periódica e listener-friendly do Knurd Report, da versão de-vez-em-nunca do JCast e da versão dedo-do-meio-proverbial-estupro-sonoro do Knurd Report, vem aí o Jcast-de-vez-em-nunca-desatualizado-pra-caralho. Sim, na ânsia de bater nosso próprio recorde de insanidade descontrolada, falamos sobre Hoshi wo Ou Kodomo, o então novíssimo filme do Makoto Shinkai. Esse mesmo, o cara egocêntrico que gosta de nuvens. Ele lançou um filme depois desse, então perdoem essa parte. Venha descobrir com a gente se Hoshi wo Ou Kodomo é apenas um lindo filme ou se também faz um bom trabalho narrativo, se os temas são bem explorados e se as nuvens merecem uma categoria própria na premiação japonesa equivalente ao oscar.

(00:26:14-00:59:40) Review: Colorful

Mantendo a consistência do nefasto tema, analisamos nesse bloco a singela e introspectiva obra-prima Colorful. Um estudo sobre a morte, suas implicações e o que significa ter uma segunda chance. Ou algo assim. Faz muito tempo que gravamos isso e não dá nem pra lembrar se o filme é bom ou ruim. Mas fiquem tranquilos, isso é o JCast: A obra pode ser um espetáculo sensorial ou uma falha miserável, mas nós sempre encontramos coisas interessantes pra dizer a respeito.

Comunidade no VK: http://vk.com/theknurdproject
Email: [email protected]

Músicas nesse programa:
Tenmon e Akifumi Tada – Opening
Anri Kumaki – Hello Goodbye & Hello
Kow Otani – Touhikou!
Kow Otani – Tadaima. Sayonara Shita Sekai

JCast #178

Review: Uchouten Kazoku

Participantes: Darkonix, Laivindil e Yohan

Calorzinho infernal. Já começo falando do clima porque faz muito tempo que não nos vemos (ou que vocês não nos ouvem) e precisamos quebrar o gelo de alguma forma. Não que haja algum gelo a ser quebrado nesse calorzinho infernal. Noruega é um ótimo país, não só por oferecer frio a seus habitantes, mas porque está digitalizando toda a sua biblioteca nacional para que portadores de IPs noruegueses possam acessá-la livremente. Eu nunca ouvi falar dessa doença, mas deve ser alguma que prejudica o intelecto, para pedir tal tratamento. Outro país frio muito bom para seus moradores é a Finlândia. Ela nos deu The Rasmus. E Deus viu que isso era bom. Pelo menos na fase “penas de corvo no cabelo”, enquanto o Lauri era jovem. Antes ele era loiro e genérico e depois ele ficou velho e patético. Aquela fase do meio… bang on. Sabia que apenas indianos e australianos usam essa expressão pra passar a idéia de “na mosca”? Eu os vi utilizando ambos os termos em reality shows desses países e jamais vi nenhum americano falar isso. Estados Unidos da América também oferecem frio a sua população e também maconha. Casamento gay também pode, desde que seja com casais do mesmo sexo. Brasil é um país em desenvolvimento. Aqui não temos frio ainda, nem boas bandas de metal nórdico, nem bibliotecas digitais, boa maconha orgânica e casamento gay*. Você até pode enfeitar muito a igreja e deixá-la “bem gay”, sabe, usando o termo “gay” pra elogiar e/ou criticar ou simplesmente descrever uma situação que seja muito exagerada. Pessoas fazem isso bastante. Desde que se encerraram as gravações do Com fome, Com sono e Sem Escrúpulos ninguém mais acompanha política, já que era a forma mais divertida de fazê-lo e se algo não é divertido não vale a pena ser feito. Mas eu sei que a Dilma ainda é presidente e que ela gosta que a chamem de presidenta, ainda que minha amiga gerente do Bob’s odeie que a chamem de gerenta. Eu não tenho uma amiga gerente, mas achei essa uma boa gag e quis adicioná-la assim mesmo. Eu também não curto muito pessoas que lutam muito por diferentes lados políticos, já que todos os lados sempre possuem argumentos muito bons e eu fico com inveja dos que conseguem se decidir por um deles com tanta facilidade. O Brasil tá sempre ruim, nesse ponto todos os lados concordam. Tá tudo sempre uma merda e a educação nunca é boa e os hospitais também. E sempre faz tanto calor… essa é a única constante em nosso país. Isso e música sertaneja. Faz tanto tempo que gravamos essa edição que provavelmente nossos dados e comentários já se encontram datados ou incorretos. Assim sendo, segue abaixo uma lista de coisas que ainda não haviam acontecido quando gravamos o podcast e portanto devem ser ignoradas quando mencionadas fora desse contexto.

– Morte do Michael Jackson
– Duck Dynasty
– Queda da Cortina de Ferro
– Mc Ludmilla
– Esqueceram de Mim 4
– Victor Von Doom genderswapped
– Lei do Passe-Livre
– Legitimação do Partido Pirata
– Beijo Hétero na novela
– Foo Fighters
– Finale de Breaking Bad
– Garoto Bombril
– Viral do Tennant cantando “I’m Gonna Be (500 Miles)”
– Haters da Dilma

(00:01:01-01:11:15) Review: Uchouten Kazoku

Um dos melhores animes de sua temporada, nos ensina de forma bizarra alguns valores meio estranhos. Por isso mesmo é tão interessante. Folclore japonês não é necessariamente mais legal do que o brasileiro, mas eles certamente produzem melhor entretenimento derivado. Temos aqui Tengu (não confundir com Tenga), Tanuki e seres humanos terrivelmente desprezíveis. Eu poderia falar da propaganda vegan que acontece nas entrelinhas e só não elaboro em cima disso porque provavelmente não existe nenhuma propaganda vegan nas entrelinhas. Esse desenho consegue extrair muitas emoções do telespectador e nessa análise nós tentamos enumerar as suas qualidades, seus (poucos) defeitos e tentamos entender suas perturbadoras mensagens. Esta introdução está terrível, já que passa a idéia de que é um anime lavador de cérebros da Happy Science, mas te garanto que não é. Eu me tornei membro da seita, coincidentemente uns dias após ter assistido o último episódio, mas esses fatos não estão relacionados. Uchoten Kazoku tem comédia, voluntária e involuntária, tem drama de cortar o coração e momentos WTF pra temperar. Anime perfeito para as degeneradas mentes por trás deste podcast. Eu sei que se auto-elogiar ou auto-denegrir é modinha, mas hey, já está feito. Esse texto está saindo atrasado e nem tudo pode ser tão original assim. Vivam com isso.

*Esse último tem sim, e a não ser que você tenha vindo atrás desse asterisco na hora que o leu lá em cima, nem vai lembrar do que eu tô falando.

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Músicas nesse programa:
milktub – Uchouten Jinsei
fhána – Qué Será, Será

JCast #177

Review: Pokémon X e Y

Participantes: Darkonix e Fuu

E se eu contasse pra vocês que às vezes o JCast atrasa por causa do texto? É engraçado, porque isso aqui é um podcast, não devia depender tanto disso. Mas a quantidade de texto que temos em nosso post é uma prova que o JCast é uma entidade viva. Nós não planejamos isso. Simplesmente aconteceu e passou a ser uma necessidade. Um texto do JCast não pode ser curto, não pode ser sem graça, e é por isso que, sempre que alguém vai escrevê-lo, é como se entrassemos em contato com uma divindade – ele sai quando quer, como quer. Por isso demorei pra escrever esse aqui, fazia tempo que não me ligava ao espírito do JCast, a psicografia não saía. Olhava pra caixa do WordPress e nada. Nunca sei terminar um texto.

(00:01:26-01:22:28) Review: Pokémon X e Y

O Mundo Pokémon é cheio de mistérios. Comecemos pela sua geografia: as regiões são baseadas em lugares do mundo real, mas seguem a mesma lógica? Unova está realmente do outro lado do mundo em comparação a Johto, Kanto, Sinnoh e Hoenn? E os pokémon, sempre viram seus amigos quando entram na pokébola? Aparentemente não, e você ainda precisa conquistá-lo, provando seu valor. Pokémon são como samurais tsundere, mesmo depois de aceitarem te servir, continuarão fazendo um doce. “Eu não fiz isso porque te amo, só estava com vontade de socar a cara daquele Tyranitar!”, diz o Hitmonchan enrubescido. Aí você dá um bolinho pra ele. E faz carinho em sua cabeça. E em seu ombro. A tentação é grande, e aos poucos sua stylus vai descendo pelo abdomen definido de seu campeão, seu lutador favorito. Ele vira o rosto para o lado, como quem aceita suas carícias, mas não quer admitir. É, talvez o vínculo afetivo adicionado ao jogo pelo Poké-Amie às vezes cause umas idéias um pouco impróprias.

Links no post:
Doujin do Green e seu falecido Eevee (desafio qualquer um a ler sem chorar)

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Músicas nesse programa:
Rica Matsumoto – Best Wishes!
Aki Okui – Kokoro no Fanfare

JCast #176

Review: Free!

Participantes: Darkonix, Dri Sweetpepper e Fuu

Quem diria que sairia um JCast de raiz mesmo com o Darko jogando Pokémon X o dia todo, hein? Na onda de milagres, talvez o próximo seja um programa de Feedback. Algum ouvinte ainda lembra deles? Nosso email ainda está lá: [email protected] Ele está tão triste e solitário quanto todos nós. Escrevam pra gente, mandem suas opiniões, sugestões, desenhos, contos, roteiros. Recebemos arquivos de áudio também. Infelizmente não dá pra prometer que algo vá ao ar, mas vai ser legal! Totalmente legal! Talvez o menos ilegal que já fomos por aqui.

(00:01:42-01:00:59) Review: Free!

“A água está viva. Mesmo se tocar gentilmente a superfície da água, o que mais gentil na superfície da água um fraco ondular pode ser notado, ele aguarda ansiosamente por sua presa. Então, assim que você se joga nela de qualquer jeito, repentinamente ela te ataca, com suas presas à mostra. Enroscando seu corpo, tomando a liberdade de seus pés e mãos. Quanto mais você luta contra, com mais força ela te envolve, logo você irá exaurir toda sua força. Porém, se você não lutar contra ela e mergulhar com o corpo preparado a água gentilmente se acalma. Abrindo uma fenda ao perfurar a superfície da água com as pontas dos dedos preparadas, seu corpo lentamente desliza para dentro. Seus braços, sua cabeça, seu peito, sua barriga e então seus pés. Ao invés de rejeitar a água, você a aceita. Ao invés de recusá-la, vocês reconhecem a existência um do outro, de forma recíproca. O mais importante é sentir a água. Sentir em seu coração. Então, confiar no que você sentiu. Acreditar em você mesmo.”

Retirado do capítulo 1 de High Speed!

Links no post:
Ótimo meta sobre o Haruka
Entrevista com Hiroko Utsumi e Futoshi Nishiya Parte 1 Parte 2

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Músicas nesse programa:
Oldcodex – Rage On
Style Five – Splash Free

JCast #175

Papers: Lendas Urbanas

Participantes: Darkonix e Laivindil

Eis que as nuvens se abrem e ao som de trombetas o Jcast se manifesta novamente. E todos gozam em júbilo. Mulheres gozam mais, homens esperam um pouco. Dizem que Lésbicas possuem as melhores relações sexuais ever, pois podem transar teoricamente pra sempre. Um clímax se sucede ao outro num loop sexual infinito. Se todos nós buscamos prazer e se a natureza é sábia, então o mundo passaria a ser povoado apenas por lésbicas. Todas elas se proporcionando prazer e se reproduzindo espermaless. Eu descrevi um ótimo futuro distópico aqui, poderia ser um anime moe, um novo filme do Terrence Malick ou um clipe da Lady Gaga. Qualquer um desses funcionaria pra mim, o que eu preciso é de uma oportunidade. Oportunidades estão cada vez mais raras nesse mundo. Não é nem pelos 20 centavos, é pelo fim do sistema de popularidade tosco que estraga as bandas pop japonesas. Você é fã da banda por causa de dois ou três integrantes. E o maldito empresário resolve que agora esses três ficarão em segundo plano, só fazendo carão. Eles também precisam de uma chance pra brilhar. E são tão mais originais que os coreanos. Coreanos e seus malditos fãs brasileiros que acham que podem ser Ulzzang. Existe toda uma arte por trás da duck face coreana, você não pode imitar com seus traços brasileiros pesados, pele oleosa e espinhenta, além de contas a pagar no fim do mês. Tenho medo dessa geração, quando chegar na fase de revisitar suas vergonhas alheias passadas. Mind you, eu tenho algumas fotos toscas no orkut. Mas hoje em dia as redes sociais e os telefones com câmera transformaram os jovens em narcisistas sem noção, que pensam ter alguma opinião sobre alguma coisa. Isso pode dar uma boa tese de mestrado. Ou um filme do Terrence Malick, ou um clipe da Lady Gaga. E por falar em Gaga, eu queria que as lésbicas dominassem o mundo. E que a Dilma saísse logo do armário.

(00:01:17-01:29:03) Papers: Lendas Urbanas

Lenda Urbana é o melhor filme do mundo, depois de Pânico. Era de ouro do terror adolescente de assassinos mascarados cuja identidade era revelada no final para a surpresa de todos. E digo que esse filme mereceria um remake japonês usando apenas as lendas mencionadas por nós nesse bloco. Camisolas sujas, cabelos negros, muita lição de moral pra deixar os japinhas com medo de ir na esquina. O que é odd, considerando que nós sempre nos espantamos com o desprendimento que japoneses têm pelos seus filhos, Yotsuba que o diga. Ou talvez isso explique tudo: eles não fazem merda por medo de algum espírito maldoso e self-righteous. Anyway, aqui veremos de tudo um pouco, a saber, bonecas cabeludas, comerciais amaldiçoados e alguma coisa envolvendo calcinhas. Eu acho, quase certeza. Impossível não mencionar calcinhas. Prepare-se para se assustar e fascinar com as tórridas e bizarras lendas urbanas japonesas.

Links no post:
OIE
Briga de Teke Teke
Quadrinhos coreanos assustadores
Kleenex do capeta

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Músicas nesse programa:
Kinniku Shoujo Tai – Odoru Akachan Ningen
Kinniku Shoujo Tai – Norman Bates ’09

JCast #174

Preview: Temporada de Inverno 2013

Participantes: Darkonix e Laivindil

Cá estamos nós em 2013, ainda achando que a “década passada” são os anos 90. Vai demorar pra fixar o conceito de que os anos 2000 se foram e já estamos 3 anos dentro da década seguinte. O mundo não para e o JCast entra oficialmente na crise de meia idade. Somos bipolares e não vemos mais o brilho das coisas simples da vida. Cinismo disfarçado de maturidade. Ainda bem que com um novo dia, vêm novas esperanças. Você pode mudar tudo o que não te agrada. Desde que se tenha dinheiro. See what i did there? Fui bipolar e ilustrei bem nosso JCast em crise. O ano começa sem muitos mistérios. Já sabemos quem é a Gossip Girl, por exemplo. Ninguém se importa com o final de Revolution. Quem somos e o que o viemos fazer aqui jamais será respondido, a vida foi escrita por Damon Lindelof. (Piada preconceituosa que não faz parte das crenças internas deste que vos escreve, mas eu precisava da punchline. Meus sentimentos estão com vocês, redatores do Zorra Total) Ainda assim podemos comemorar. Doctor Who está voltando. Barack Obama ganhou a eleição. Silas Malafaia não morreu, mas ele só não é mais irrelevante que o Tiririca. O mundo não acabou, e… olha, aí está um conceito bipolar. Como saber se o não término da criação material foi benéfico ou não? Depende do ponto de vista. Você pode dizer que não faz sentido o Dan ser a Gossip Girl, já que ele foi vítima direta desta durante muito tempo, além de ter descoberto coisas sobre pessoas queridas através do blog, ou pode encara-lo como o mais fascinante exemplo de esquizofrenia já retratado na tv. Depende de você. Alô Alô, Graças a Deus. Mudar o ponto de vista pode ser cansativo. Você vai querer desistir. Então nem comece.

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JCast #173

Review: 20-mensou ni onegai
Review: Clamp School Detectives
Review: Clamp School Defenders Duklyon
Participantes: Darkonix e Dri Sweetpepper

A única coisa que importa hoje é um lindo, esguio e charmoso japonês como cara de ocidental, exalando sua bicuriosidade e envolvendo o coração de todos. Isso não é mais uma de minhas muitas críticas ao superficialismo das interações humanas, mas sim um resumo estereotipado e preconceituoso dos homens criados por CLAMP, representação que pode ser simplista mas não muito distante da realidade. Eu poderia estar roubando, poderia estar matando, poderia estar me esforçando pra falar sobre essas tiazinhas mas ao invés disso serei mais prático e irei direto ao ponto. Aqui vai uma ótima seleção de curtas gays para vocês queridas fujoshis.

Primeiro temos Leo Dicaprio em sua melhor fase beijando o Lupin. Depois temos o prostituto nervosinho que faz amizade com o filho de seu cliente. Só amizade. Temos ainda o garoto que sai pra passear com sua amiga e o pai dela. Digamos que ele queria ter ido só com o pai dela. Não é só amizade nesse caso. Devo fazer mais indiretas, ou posso parar enquanto estou sutil? Quem sabe um curta brasileiro, muitos deles são bons, esse pessoal sabe fazer direitinho. Ou então incesto: CLAMP adora incesto.

Cansei. Fiquem com essa lista do IMDB e sejam felizes. Depois me respondam se vocês de fato se masturbam enquanto imaginam os casais homos de CLAMP fazendo coisinhas. Não respondam isso. Acho masturbação feminina algo muito perturbador. Ainda mais depois que a Octomom gravou um vídeo disso. Acho uma alternativa válida para mulheres que querem entrar na indústria pornô, mas não querem ter que transar com ninguém. I get it. Só não sou o público alvo. Eu preciso ver pessoas interagindo. Não que eu queira ver a Octomom interagir com outros caras, tampouco com seu marido ou suas 300 crianças. Nas sábias palavras de Arthur Rimbaud (representado acima por Leo DiCaprio em sua melhor fase beijando o Lupin) :

“On n’est pas sérieux, quand on a dix-sept ans.
– Un beau soir, foin des bocks et de la limonade,
Des cafés tapageurs aux lustres éclatants !
– On va sous les tilleuls verts de la promenade.”

Ou seja, faz todo o sentido agora. Masturbação é ruim, sexo é bom, poesia é coisa de desocupados e CLAMP possui alguns notáveis trabalhos no campo da arte sequêncial. Falamos sobre alguns deles em seguida.
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JCast #172

Rant: Doctor Who, Looper, Mercenários 2 e Dredd
Preview: Temporada de Outuno 2012
Participantes: Darkonix, Laivindil e Yohan

Na nossa querida terra internética, quem sabe calar a boca é rei. Todos possuem uma opinião e na guerra dos argumentos ganha aquele que tiver o melhor “Vráááp”. Ah não sabem o que é isso? É assim que reiteramos nossas opiniões, gravando-as pra sempre nos corações dos internautas. Frase de efeito. Puxa o leque, abre com força. Vráááp. Divônicamente saindo por cima de qualquer impasse. Claro que com isso nossa amiga coerência, e nosso saudoso bom senso somem da face da terra. Sacrifícios precisam ser feitos. Não se pode ganhar tudo, abocanhar tudo. O Vráááp é soberano. Se a discussão dura muito tempo, a natureza do Vráááp começa a ser pré-definida. Existem os Vráááps de estoque: você pode por exemplo chegar e dizer que a discussão já deu. Que você tem roupa pra lavar. Urgências mais urgentes a resolver. Vráááp. Você pode dizer que, digamos, cada um é cada um? Devemos respeitar todas as opiniões? Tchau, sentido. Vráááp. Assim podemos nos tornar adivinhos, prevendo toda a linha evolutiva de uma discussão. E podemos demarcar os capítulos nos Vráááps, isolando as citações e imortalizando-as como aquelas no topo das páginas das agendas. Nada disso importa. As Vantagens de ser Invisível está nos cinemas, o sol brilha no céu, as pessoas cantam em júbilo. Depois que o Vráááp passa, nada mais resta. Isso foi um meta-vráááp. Um Vráááp pra criticar o conceito de Vráááp. Incepvráááp. One does not simply Vráááp. Keep Calm and Vráááp. Vráááp memes. Copyright. Royalties. Capitalismo tirando o foco da intro. Incrível o poder do dinheiro.

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JCast #171

Rant: Kamen Rider Wizard, Doctor Who e…Polêmica!
Review: Azumanga Daioh e Yotsuba&!
Participantes: Darkonix e Laivindil

Hoje eu vou fazer uma introdução metalinguistica. Vou tentar elaborar floreios verbais e construções super criativas que deixarão o leitor boquiaberto com as minhas habilidades literárias. Vou ser irônico, ácido, inteligente, relevante, provocante. Vou reinventar a roda. Mas não hoje, no caso. Gastei toda a empolgação contando pra vocês a minha intenção e agora só consigo pensar em assuntos triviais. A estréia da Britney Spears no X Factor americano, por exemplo. O rosto dela é estranho, mas não tão estranho quanto os boobs da Christina Aguilera na competição de canto concorrente. Vocês querem aprender a fazer um prato vegano? Completamente livre de violência animal? Com a opção de acrescentar cachorro, pois eu pago pau pros coreanos? Anotem:

200g macarrão tipo espaguete
alho poró
noz moscada em pó
cominho em pó
repolho roxo em tiras
cenoura em tiras
molho shoyo
molho de pimenta

Aí você mistura tudo. Continue lendo “JCast #171”

JCast #170

Rant: Carnage, The Dark Knight Rises e um pouco de superhero talk
Goes Off: Brave
Participantes: Darkonix, Laivindil, Dri Sweetpepper e Petra Leão

As Olimpíadas acabaram e ficou aquele vazio. Não pela falta que os jogos farão, eu não assisti nenhum ainda. Mas por causa da ridiculamente curta participação das Spice Girls. Quatro minutos, uma música e meia. Cada uma foi para um lado diferente, de carro, quase não dá pra chamar de “reunião”. Tava mais pra “conjunto de apresentações solo”. Os escolhidos para representar o RJ nas próximas Olimpíadas foram sambistas e cantores de MPB. Isso é sectário demais. Londres mostrou toda a sua música e não há cidade mais musical que o RJ. Cadê o funk carioca? É um movimento social muito maior e com muito mais penetração social que a MPB, te garanto. E os estrangeiros não entendem o que “buceta” significa. O mundo não apontará seu dedo para nós. O bom de checar as Olimpíadas de trás pra frente, é que você pode ir no seu tracker favorito e catar os esportes que mais tem curiosidade de ver, ao invés de ficar preso nos cronogramas ditatoriais das emissoras. Eu posso por exemplo selecionar apenas as chinesas e as russas da ginástica olímpica. Ou baixar aquela corrida engraçada em que os atletas correm apertados para chegar no banheiro. É um absurdo que gente ainda morra de fome no Brasil e dinheiro seja gasto com futilidades. Dois grandes eventos esportivos em sequência não vão colocar comida na barriga de crianças famintas que estão morrendo nesse momento. Nem diminuirá nosso abismo social. Nem legalizará a maconha. Nem exterminará a banda Fake Number. Está na hora de parar de cuidar da imagem e cuidar do conteúdo. A não ser que queimado seja um esporte olímpico. Eu sempre sonhei em assistir a um esporte qualquer e de fato entender as regras. Não que eu entenda as do queimado. Mas dá tempo de aprender. Continue lendo “JCast #170”

JCast #169

Rant: Avenida Brasil, Revenge, House, Brave, Spider-Man
Preview: Temporada de Verão 2012
Participantes: Dri Sweetpepper, Yohan, Darkonix e Laivindil

Choque literário não é descobrir que Uma Cilada para Roger Rabbit foi baseado em um livro adulto, ou que o bestseller mommy’s porn do momento, 50 Shades of Grey é originalmente uma fanfic de Crepúsculo. Boquiaberto você fica quando descobre que John Grisham fez uma série de livros infanto-juvenis no estilo “nome próprio-subtítulo detalhando a aventura da vez”. Claro que ele não tocaria no sobrenatural e é por isso que Theodore Boone é um “Menino Advogado”. É engraçado, é como se o Boy George entrasse pra esse mercado e fizesse “Danny Tranny, The Girl Without a Cunt”. Cada autor fica na sua zona de conforto, embora eu deva lembrá-los que JK Rowling não é uma bruxa nem conviveu com essa raça. Estou prestes a lançar a série “Vaginas Horizontais: O Báculo do Consolo” e nem por isso sou ninfomaníaco ou conhecedor profundo da arte do sexo. Sabiam que o Kama Sutra não é um livro dedicado a sacanagem? Na verdade Kama é o prazer luxurioso que só pode ser alcançado através de Artha que fica muito difícil ser mantida se não houver prática responsável do Dharma. Mas nada disso importa, afinal a gente quer mesmo é Moksha. E chocolate. E que Once Upon a Time pare de forçar a barra e se atenha apenas aos contos de fadas. Aladdin não é um conto de fadas, muito menos Mulan. Eles estão descaradamente fugindo do tema e adaptando qualquer coisa que tenha sido tocada pela Disney. Não me espantaria se o Galinho Chicken Little desse uma aparecida. Mais absurdo que usar portão elétrico no modo manual. Abel Santa Cruz é que foi um cara feliz. Enquanto a Televisa for viciada em remakes, seu nome viverá sob os holofotes. Continue lendo “JCast #169”

JCast #168

Rant: Community, Prometheus, The New 52 e Dark Shadows
Papers: Propaganda na Segunda Guerra Mundial
Trend: Aniversário do Grande Terremoto de Nome Melodramático
Participantes: Darkonix e Laivindil

Quando você menos espera a gente volta. Quem eu quero enganar? Ninguém estava esperando mais. Por isso tentamos fazer uma edição com 5 horas de duração, pra poder compensar. E falhamos miseravelmente, parece que tem 20 minutos de podcast mais ou menos. Nesse tempo fora fizemos uma reciclagem mental e espiritual em um mosteiro acessível somente para aqueles de coração puro (a gente hackeou a segurança) e aprendemos a ser sucintos. Tudo bem que nessa era da pressa, em que seus sentimentos têm que ser jogados ao vento em 140 caracteres ou menos tornando assim tudo muito mais superficial, tornando a punchline mais importante do que a mensagem, tudo o que nós não precisamos ser é sucintos. Nós temos a chance de falar e falar e falar sem parar e não estamos presos a nenhuma restrição interna ou externa. Então eu digo foda-se o mosteiro (não, tipo, é um exagero para fins dramáticos, eu não quero que o mosteiro se foda, aliás, a gente nem esteve lá de verdade) e vamos simplesmente falar o que der na telha. A gente vai ofender (mais) muita gente no processo, mas palavras não têm poder. Elas não ficam gravadas no éter e germinam idéias que se tornam atos. Isso é alarmista demais. Deu medão hein. Melhor só calar a boca e assistir anime. Continue lendo “JCast #168”

JCast #167

Rant: God Bless America, Vingadores e Game of Thrones
Preview: Hyouka e AKB0048
Review: Digimon Xros Wars
Participantes: Darkonix, Laivindil e Yohan

Tem um cara que foi no Programa do Jô dar uma entrevista sobre aquecimento global. Ele é desses que dizem que tudo não passa de sensacionalismo e que a situação do planeta não está tão ruim assim. Esse vídeo caiu no youtube e se espalhou. Todos assistiram e compartilharam no facebook. Eu não tenho problema com esse cara em particular, ou com os defensores de seu ponto de vista. Mas é engraçado como as pessoas se apegaram a ele como se fosse uma bóia em alto mar. Todo mundo dizendo o dia todo que você é uma má pessoa por fumar, usar gasolina, jogar papel de bala no chão, ficar duas horas no chuveiro. Mudar hábitos é tão difícil. O alívio que dá quando um cara desses vem com toda a propriedade e sabedoria científica do mundo dizer que nada disso destruirá o mundo não tem preço. Tudo bem que eu não governo um país nem sou dono de uma usina e que a única coisa que me pedem é jogar o lixo no lixo. Eu não quero ser higiênico nem educado e é bom saber que o planeta não agonizará por causa disso. Vou até mandar hatemail pro Al Gore. Continue lendo “JCast #167”

JCast #166

Rant: John Carter (de Marte)
Preview: Temporada de Inverno 2012
Participantes: Darkonix, Laivindil e Yohan

Já dizia o poeta: “Tenho várias coisas para fazer durante o dia, e a primeira delas é descobrir um jeito de não precisar fazer as demais”. Não, ficou meio poluído isso e pouco claro. Ok, já dizia o poeta: “Tenho dezenas de coisas que precisam ser feitas, e a principal é arrumar uma forma de não fazê-las”. Sem música, sem sentimento. Vamos lá: “Tenho muitas coisas para fazer hoje, e a primeira delas é arranjar um jeito de não fazer as outras”. Viu? Isso se chama persistência. E vergonha na cara pra abrir a revista e ler a citação tal qual foi publicada. Sim, revista e papel, cheirinho de impressão. Ecologicamente incorreto mas nostalgicamente aceitável. Ainda mais se a revista trouxer tão sábias palavras. É como se a árvore estivesse destinada a servir de veículo para que essa mensagem tocasse os corações de pessoas em todo canto do país. Tão emocionado me encontro, que até esqueço os absurdos, como a fome, a guerra, a presença de vampiros na novela Rebelde BR e nosso político chamado Sandes Júnior. Menciono “político” apenas, pois não sei exatamente qual cargo ele ocupa. Pode ser um deputado, ou senador. Google me diria, mas eu estou muito ligado ao papel, hoje. E na revistinha que jaz a meu lado, com suas páginas levemente dobradas na ponta, nada é mencionado acerca do nosso hilário congressista. Acho que também existe um político chamado Hilário, aliás. Tais nomes não existem mais. Nenhum bebê se chama Arlindo. Continue lendo “JCast #166”

JCast #165

Rant: Jogos Vorazes, Sétima Temporada de Doctor Who, Survivor e mais
Review: Kaizoku Sentai Gokaiger – Parte 1
Preview: Tokumei Sentai Go-Busters – Parte 1
Review: Kaizoku Sentai Gokaiger – Parte 2
Participantes: Darkonix, Laivindil, Dri Sweetpepper, Cristiano, Juba-kun e Raphael Soma

As pessoas morrendo de fome, como de costume, e cada vez que ligo no telejornal alguém me diz que o governo está votando alguma coisa relacionada com a copa do mundo. Daí paramos e pensamos: isso é só futebol.Não tem que levar meses de discussões, não tem que gerar tantos milhões em investimento, não tem que rolar corrupção. Certo? Afinal, eu amo peteca e não vejo nenhum país parar por causa desse tão subestimado esporte. Então eu percebo que o exemplo da peteca foi clichê e no mínimo preguiçoso. Só o fato de escolher peteca pra servir de contraponto ao futebol já mostra que, mesmo na minha cabeça, bater na bundinha acolchoada e cheia de penas é algo imbecil e inferior ao grande e hercúleo desafio de correr atrás de uma bola. Desesperado pelo medo de soar como uma imitação patética de Pedro Bial e Arnaldo Jabor, dou-me conta que perdi totalmente o ponto da conversa. E justamente para não perder mais tempo, puxarei o plug dessa discussão e entrarei em outra. Esqueçam essa intro. Vamos fingir que ela não aconteceu.

O tempo muda e desmuda toda hora, o céu fica nublado e você fica gripado, chove torrencialmente, gotas furiosas tamborilando no teto (fins poéticos, eu não moro numa casa de telha, só pra constar) e não faz frio. Incrível. Ano passado eu teria dito que meus agasalhos cheiravam a mofo e agora digo que eles desintegraram. Pó. Claro que essa intro está sendo pior ainda, pois em muitos estados do Brasil o frio vem constantemente e em alguns talvez ele nunca tenha ido embora. E do preconceito esportivo eu caio na segregação dos estados, comunicando-me apenas com as regiões ensolaradas do país, ignorando que as pessoas das regiões frias não só são dignas de minha atenção, como são extremamente mais bonitas. Ahn… eu acho melhor parar por aqui antes de maiores confrontos diplomáticos. Continue lendo “JCast #165”