JCast #172

Rant: Doctor Who, Looper, Mercenários 2 e Dredd
Preview: Temporada de Outuno 2012
Participantes: Darkonix, Laivindil e Yohan

Na nossa querida terra internética, quem sabe calar a boca é rei. Todos possuem uma opinião e na guerra dos argumentos ganha aquele que tiver o melhor “Vráááp”. Ah não sabem o que é isso? É assim que reiteramos nossas opiniões, gravando-as pra sempre nos corações dos internautas. Frase de efeito. Puxa o leque, abre com força. Vráááp. Divônicamente saindo por cima de qualquer impasse. Claro que com isso nossa amiga coerência, e nosso saudoso bom senso somem da face da terra. Sacrifícios precisam ser feitos. Não se pode ganhar tudo, abocanhar tudo. O Vráááp é soberano. Se a discussão dura muito tempo, a natureza do Vráááp começa a ser pré-definida. Existem os Vráááps de estoque: você pode por exemplo chegar e dizer que a discussão já deu. Que você tem roupa pra lavar. Urgências mais urgentes a resolver. Vráááp. Você pode dizer que, digamos, cada um é cada um? Devemos respeitar todas as opiniões? Tchau, sentido. Vráááp. Assim podemos nos tornar adivinhos, prevendo toda a linha evolutiva de uma discussão. E podemos demarcar os capítulos nos Vráááps, isolando as citações e imortalizando-as como aquelas no topo das páginas das agendas. Nada disso importa. As Vantagens de ser Invisível está nos cinemas, o sol brilha no céu, as pessoas cantam em júbilo. Depois que o Vráááp passa, nada mais resta. Isso foi um meta-vráááp. Um Vráááp pra criticar o conceito de Vráááp. Incepvráááp. One does not simply Vráááp. Keep Calm and Vráááp. Vráááp memes. Copyright. Royalties. Capitalismo tirando o foco da intro. Incrível o poder do dinheiro.

Continue lendo “JCast #172”

JCast #171

Rant: Kamen Rider Wizard, Doctor Who e…Polêmica!
Review: Azumanga Daioh e Yotsuba&!
Participantes: Darkonix e Laivindil

Hoje eu vou fazer uma introdução metalinguistica. Vou tentar elaborar floreios verbais e construções super criativas que deixarão o leitor boquiaberto com as minhas habilidades literárias. Vou ser irônico, ácido, inteligente, relevante, provocante. Vou reinventar a roda. Mas não hoje, no caso. Gastei toda a empolgação contando pra vocês a minha intenção e agora só consigo pensar em assuntos triviais. A estréia da Britney Spears no X Factor americano, por exemplo. O rosto dela é estranho, mas não tão estranho quanto os boobs da Christina Aguilera na competição de canto concorrente. Vocês querem aprender a fazer um prato vegano? Completamente livre de violência animal? Com a opção de acrescentar cachorro, pois eu pago pau pros coreanos? Anotem:

200g macarrão tipo espaguete
alho poró
noz moscada em pó
cominho em pó
repolho roxo em tiras
cenoura em tiras
molho shoyo
molho de pimenta

Aí você mistura tudo. Continue lendo “JCast #171”

JCast #170

Rant: Carnage, The Dark Knight Rises e um pouco de superhero talk
Goes Off: Brave
Participantes: Darkonix, Laivindil, Dri Sweetpepper e Petra Leão

As Olimpíadas acabaram e ficou aquele vazio. Não pela falta que os jogos farão, eu não assisti nenhum ainda. Mas por causa da ridiculamente curta participação das Spice Girls. Quatro minutos, uma música e meia. Cada uma foi para um lado diferente, de carro, quase não dá pra chamar de “reunião”. Tava mais pra “conjunto de apresentações solo”. Os escolhidos para representar o RJ nas próximas Olimpíadas foram sambistas e cantores de MPB. Isso é sectário demais. Londres mostrou toda a sua música e não há cidade mais musical que o RJ. Cadê o funk carioca? É um movimento social muito maior e com muito mais penetração social que a MPB, te garanto. E os estrangeiros não entendem o que “buceta” significa. O mundo não apontará seu dedo para nós. O bom de checar as Olimpíadas de trás pra frente, é que você pode ir no seu tracker favorito e catar os esportes que mais tem curiosidade de ver, ao invés de ficar preso nos cronogramas ditatoriais das emissoras. Eu posso por exemplo selecionar apenas as chinesas e as russas da ginástica olímpica. Ou baixar aquela corrida engraçada em que os atletas correm apertados para chegar no banheiro. É um absurdo que gente ainda morra de fome no Brasil e dinheiro seja gasto com futilidades. Dois grandes eventos esportivos em sequência não vão colocar comida na barriga de crianças famintas que estão morrendo nesse momento. Nem diminuirá nosso abismo social. Nem legalizará a maconha. Nem exterminará a banda Fake Number. Está na hora de parar de cuidar da imagem e cuidar do conteúdo. A não ser que queimado seja um esporte olímpico. Eu sempre sonhei em assistir a um esporte qualquer e de fato entender as regras. Não que eu entenda as do queimado. Mas dá tempo de aprender. Continue lendo “JCast #170”