Café com Gundam #26

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Episódio 26 – 復活のシャア – O Retorno de Char

A Operação Odessa chega ao fim e mesmo com muitas perdas a Federação sai vitoriosa. Porém, enquanto descobrem o futuro das suas missões, a Base Branca é atacada por um velho inimigo que retorna pelos mares.

Café com Gundam é o seu cereal matinal feito de titânio de Luna, o blend perfeito da brisa da manhã e o cheiro de pólvora nos campos de batalha do Ano de Guerra. Toda semana, Darko assiste um episódio enquanto toma um cházinho e comenta suas impressões enquanto novato na franquia que revolucionou a ficção científica no Japão. Voe, Gundam!

Café com Gundam #25

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Episódio 25 – オデッサの激戦 – A Batalha de Odessa

Finalmente se inicia a Operação Odessa. Amuro e Sayla descobrem que há um infiltrado de Zeon na Federação, os membros sobrevivente das Três Estrelas Negras juram vingar o companheiro morto e M’Quve ameaça a Federação com uma arma inesperada.

Café com Gundam é o seu cereal matinal feito de titânio de Luna, o blend perfeito da brisa da manhã e o cheiro de pólvora nos campos de batalha do Ano de Guerra. Toda semana, Darko assiste um episódio enquanto toma um cházinho e comenta suas impressões enquanto novato na franquia que revolucionou a ficção científica no Japão. Voe, Gundam!

JCast #209

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Nesse Episódio:
00:01:48 Gaikotsu Shotenin Honda-san
00:05:30 Banana Fish
00:21:25 SSSS.Gridman
01:01:52 Kamen Rider OOO

Gabriela trabalhava com o que ela chamava de “Faxina Gourmet”. Um belo dia, sentada num local que em 2005 teria sido chamado de “cyber-café”, lendo os classificados no jornal e evitando circular anúncios com sua esferográfica azul para evitar a vergonha de completar o “desempregada starter pack”, ela teve a bela ideia de fazer faxina em apartamentos pequenos de gente rica e solteira. Talvez um cachorro pudesse até entrar na equação e talvez ela pudesse ocasionalmente lavar e podar dito cachorro, mas não iria querer lidar com gatos. Ela chegaria rigorosamente vestida de Mary Poppins dos trópicos, com a camisa bem abotoada feita de fábrica mais adequada ao calor brasileiro e alguma alternativa ao saião de crente que, apesar de fresco, não lhe caía bem nos quadris; ela estaria carregando uma maletinha de plástico bruta e prática, como uma grande caixa de ferramentas, que contrastaria com seu corpo franzino mas passaria o respeito necessário para compensar a sua  aparente falta de experiência.

A maleta teria vários compartimentos, como as caixas de ferramenta tradicionais, mas ao invés de chaves-de-fenda ela conteria os mais diversos objetos ligados a limpeza. Os pincéis e esponjas e pequenos esfregões apropriados a diferentes superfícies, um tipo de limpeza que seria desnecessária para a maioria das pessoas e até exagerada para outras, mas que encheria os olhos de playboys, socialites e alpinistas sociais de pequeno porte, que nunca teriam ouvido falar de tal serviço e por isso mesmo estariam dispostos a pagar taxas premium para ter o que comentar com os amigos no final-de-semana em Búzios (eles seriam mais posers do que realmente ricos). E esses amigos ficariam com inveja e também pagariam por sua diária e ela estaria a semana toda ocupada fazendo o mínimo e ganhando o máximo em apartamentos tristonhos e modulados, parecidos com cenários de TV, que raramente viam seus donos, ocupados como estavam sendo adulados por guiarem exitosamente e em tão tenra idade seus empreendimentos de sucesso, ou simplesmente treinando pilates (Pilates se treina?).

E todo esse refluxo azedo de velhas lembranças recentes só se avolumava em sua garganta porque, sob o efeito daquela cápsula que mais parecia um produto da Natura feito para estourar no dedo e passar nas olheiras, ela havia se tornado a própria maleta jogada no canto. Aquela velha maleta que usara nos dois primeiros meses de seu negócio, os únicos meses em que ele funcionou de forma agonizante e patética antes de simplesmente morrer como a péssima ideia que sempre fora. Isso não era o mesmo que dizer que seu empreendimento de nada servira, pois o projeto fora revitalizado e reformulado por Valéria, que lhe dera uma diferente forma e propósito. Assim como Gabriela irradiava sua consciência até cada ranhura da grande e bruta cômoda de mogno que abrigava e mofava suas roupas, pintada com técnicas de pátina por certo pintor que se empolgara demais num serviço que deveria ser simples e nada artístico, ela também se sentia conectada com sua melhor amiga, habitava seu corpo, era bombeada de seu coração para o cérebro através de todas as vias possíveis e saía por suas orelhas em absurdos jatos intermitentes que poderiam ser tanto algodão doce como ejaculação masculina cor-de-rosa. Nada disso fazia o menor sentido, porém cada nova conexão estabelecida com uma pessoa ou objeto trazia de volta memórias de sua história juntos. Estar em sintonia com Valéria trazia também um novo e estranho entendimento acerca da natureza de suas intenções.

Naquele momento ela não se focou em lembranças de como se conheceram fisicamente; esse episódio empalidecia quando comparado ao dia em que se conheceram realmente. Nem mesmo as festas que realizaram nas casas de seus clientes enquanto estes estavam fora, chamando sempre um pequeno grupo de amigos, desfrutando da jacuzzi, fumando maconha e explorando o closet haviam sido tão divisoras de águas quanto aquela noite.

– Diz que nesse condomínio tem um “Banho grego” e eu admiro o visionário que considerou a forma específica de tomar banho na Grécia um produto de exportação. – Valéria dizia enquanto passava os olhos pelo apartamento, descalça e evitando encostar nos objetos, já que tinham pouco tempo para arrumar tudo e eles tinham regras pétreas no que concernia à limpeza da cena do crime. Após cada encontro furtivo em um desses bangalôs do paraíso, tudo tinha que estar não só como antes, mas melhor que antes, já que em teoria Gabriela estivera faxinando a casa ao invés de ter passado a tarde toda brincando com seu óculos de realidade virtual sob efeito de alucinógenos leves. A casa era limpa e organizada num ritmo ensaiado batizado por Valéria de “Protocolo Cachinhos de Ouro”. Ainda assim Gabriela não tinha tempo de devolver a casa em um estado perfeito o suficiente para justificar sua gorda comissão e o futuro exigia medidas drásticas.

– Eu não sei se a gente devia tá fazendo isso. Não tem câmera nenhuma no corredor, então eu suspeito que tenha muitas câmeras no corredor. – Ponderou Gabriela só para mudar o rumo da prosa e afugentar da mente a associação escapista que fizera entre o banho grego e outra modalidade de coisa grega que naquele momento não vinha ao caso, mas que ela apreciava com fervor.

– Você precisa aceitar e entender que eu nunca vou fazer nada que prejudique a gente. Cada uma de nós faz peso num lado desse barquinho precário, e um movimento em falso ele vira e nós duas morremos afogadas. – filosofou Valéria naquele tom pedante que Gabriela conhecia e ocasionalmente desprezava.  

– Eu morro bem mais que você, é sempre assim que acontece. Sempre que você tenta sequestrar a situação e se tornar a protagonista das coisas que eu tento fazer com a minha vida.

– Eu dou sugestões, é diferente. – argumentou Valéria toda condescendente, ajeitando a franja no reflexo do vidro que protegia uma coleção de pequenos troféus – Você fica com medo de recusar minhas sugestões porque sabe que viver no meu mundo é viver da forma certa. –  Gabriela revirou os olhos e turbinou o espanar de um grande e luxurioso vaso com toda a força do seu mais profundo ódio.

– É melhor você parar de falar antes que minha raiva quebre alguma coisa. E se é pra quebrar algo, melhor roubar logo.

– É pra isso que a gente tá aqui. Mas esse vaso não. Pequenas coisas, lembra? A gente se preocupa com o valor sentimental dos objetos. Um vaso que parece o contêiner amaldiçoado de um demônio hindu certamente é algo de muito valor pro dono e ele vai sentir falta. Não é exatamente sutil.

– Sim, é só por isso que a gente não vai levar esse vaso enorme debaixo do braço. Pela bondade em nossas almas.

– E porque pode muito bem ter um demônio aí dentro. Nós não queremos ser o tão esperado spin off feminino de Supernatural.

Ufa! Que emocionante não é, amiguinhos? Quase esquecemos o verdadeiro propósito desse post, que é falar sobre animes que terminamos de assistir! Temos porém as regras da casa, e vocês precisam prestar atenção:

  • Banana Fish é massa
  • Um desenho tão hétero merece um adjetivo bem hétero
  • SSSS.Gridman. Me explicam os S’s mas eu nunca aprendo.
  • Mesma dificuldade com relógio de ponteiro.
  • Falamos de Kamen Rider nesse episódio
  • Sério, um legítimo spoiler-free (no real sentido da expressão) review de Kamen Rider
  • Afinal, é um posview, eu acabei de ver, é japonês
  • Honda-san versus Aggretsuko, que tal?
  • Tô tão desanimado pro Oscar
  • Só tem filme chato
  • Queria que viesse logo os filme bom
  • Muito bom falar do CGI de Gridman pra tirar o gosto de Egao no Daika
  • Hoje tem menos avisos. O texto é enorme
  • Busquem conhecimento
  • Gente acabei de ter ideia pra tatuagem
  • “Busquem conhecimento”, no pulso ou no antebraço


Café com Gundam #24

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Episódio 24 – 迫撃!トリプル·ドム – Ataque à Queima Roupa! Os Três Doms

Kycilia está enviando para Terra sua tropa de elite: As Três Estrelas Negras. Usando Doms, o novo modelo de traje móvel de Zeon, os três pilotos tem como missão impedir a Operação Odessa. Será que a Base Branca e Matilda conseguirá detê-los?

Café com Gundam é o seu cereal matinal feito de titânio de Luna, o blend perfeito da brisa da manhã e o cheiro de pólvora nos campos de batalha do Ano de Guerra. Toda semana, Darko assiste um episódio enquanto toma um cházinho e comenta suas impressões enquanto novato na franquia que revolucionou a ficção científica no Japão. Voe, Gundam!

JCast #208

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Nesse episódio:

Magnificent Kotobuki
Saintia Sho
Bermuda Triangle – Colorful Pastrale
Egao no Daika
Boogiepop and Others
Magical Girl Spec Ops Asuka
The Promised Neverland
Dororo
Rinshi!! Ekoda-chan

– Como é o nome disso mesmo? – Gabriela perguntou com cautela, não por querer realmente saber sem sombra de dúvidas o nome da droga, bem como talvez sua composição química, mas apenas para retardar o momento inevitável de sua ingestão, um ato quase involuntário provocado pelo seu nervosismo e imediatamente detectado por sua amiga Valéria, de olhar malicioso e sorriso salivante, exibindo dois comprimidos na palma da mão e uma personalidade inconsequente que pesou forte em sua decisão de ignorar os anseios da amiga.

– Se chama NãoInteressol de VivemaisSuaPuta. Agora pega, põe na boca, engole e tenta não dizer “não” para nada… Nem ninguém. – como se vivesse presa na cold opening de CSI:Miami, Valéria gostava de pontuar grandes acontecimentos com melodramática assertividade, que, apesar de soar forçada e sempre mal direcionada, era persistente o bastante para  vencer qualquer resistência contrária, devendo esse feito ao preciso equilíbrio entre as notas de ironia, deboche e agressividade em sua voz. Era como se a maestria da tentativa sobrepujasse a grandiosidade do seu fracasso.

E com isso Gabriela pegou uma das duas pequenas e viscosas cápsulas, translúcidas e oleosas, como ovas de peixe ou casulo de inseto. O líquido dentro era branco, espesso e reluzente, como xampu, e formava estranhos padrões monocromáticos quando a garota riscava a superfície com a unha. Contra isso, foi prontamente alertada por Valéria:

– Cuidado, você vai acabar rompendo o sicilone.

– Isso é silicone?

– Isso parece silicone.

Gabriela abstraiu e viajou na beleza da cápsula por alguns breves segundos antes de  joga-la na garganta e dar a descarga com cerveja. Valéria sorriu e fez o mesmo, tomando um gole maior e arrotando com gosto.  Agora ela provavelmente falaria algo bem brega do tipo “Te vejo do outro lado”, se pelo menos Gabriela tivesse ficado sóbria só um pouco mais.  Sim, pois o “silicone” (parecia silicone) dissolvera-se dentro de sua garganta e o L’oreal espalhara-se rapidamente por seu organismo e lembrem-se que Gabriela era a garota que acabara de sair da casa dos pais conservadores cujo único ópio permitido era a programação dominical do SBT e telejornais sensacionalistas. Em sete meses morando naquele caixote de dois cômodos, Gabriela experimentara certas coisas, perdera algumas virgindades e teve aquela vez em que fumou maconha e dormiu por doze horas. Ainda que pudesse ter consumido drogas pesadas disfarçadas de leve diversão,  seu organismo jamais conhecera nada tão devastador.

Valéria entrelaçou os dedos nos seus e apertou firme. Não que Gabriela soubesse ou sentisse seu apoio. Naquele momento seu corpo reagia a droga na forma abrasadora e imaculada que era seu propósito original, aquela intensa primeira reação que jamais voltaria a acontecer. Naquele exato instante sua mente se projetava através de seus poros e preenchia todos os cômodos da casa ao mesmo tempo, como se tivesse se convertido a um estado gasoso e aumentado consideravelmente de volume. Ela sentia a dor das paredes, o incômodo das lágrimas de infiltração escorrendo delas e a dor pungente e constante dos buraquinhos que sustentavam os quadros. Ela era o próprio calor da luz, a vibração da corrente elétrica, fazendo cosquinhas no seu pé.

Que estava em toda parte.

Que era tudo e era nada. Gabriela estava rompendo as barreiras do tempo e espaço. Ou pelo menos era isso que Valéria diria. Ela via muita televisão britânica.

Eu vou terminar e postar depois, talvez em capítulos nas próximas descrições. Enquanto isso, faz favor, leiam o disclaimer abaixo, faz favor:  

  • Dororo é o melhor, acho que é isso
  • Ah, spoiler alert!
  • Gostou do nosso novo experimento?
  • Garotas Mágicas para adultos? E não é um filme pornô?
  • Cavaleiras que não deveriam nunca conversar de perfil
  • É sério que a gente acha um absurdo por ser com crianças e aceita calado quando é com vacas?
  • Militei/
  • Eu como ovos, mas pelo menos eu faço a minha parte
  • Locomotion vibes
  • Japão deveria nos contratar como consultores de CGI, com o poder de veto sobre celshading vergonhoso
  • Isso vale também pra Egao no Daika, mas estou especialmente chocado com Magnificent Kotobuki
  • Animes curtos são os melhores animes. Sempre cinco minutos da premissa mais estúpida e genial.
  • Ou garotinhas.
  • Sereias não só tem seus seios censurados como agora usam saias
  • Gente o cara já tá desmoralizado e mal fez um mês no emprego
  • Dororo é o melhor anime da temporada
  • Foca no Mestre Tezuka
  • Sério, vocês já viram os personagens de Saintia Sho de perfil?
  • Eu vou continuar vendo.